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Tiros e morte no Senado

Há 50 anos, o senador Arnon de Mello, de dentro do plenário, disparou contra desafeto político

04 de dezembro de 2013 | 15h 33
Carlos Eduardo Entini

Em 4 de dezembro de 1963, o Senado foi palco de um acerto de contas. A rixa entre os senadores alagoanos Silvestre Pericles e Arnon de Mello, acabou em tiros e morte. "Há anos que o sr. Silvestre Péricles me insulta e ameaça", justificou em sua defesa o senador Arnon de Mello o autor de três disparos contra Pericles, que chegou a sacar sua arma, mas não disparou.  


O momento do disparo. A foto rendou Prêmio Esso ao fotógrafo Efraim Frajmund em 1964

Os disparos de Melo não atingiram o alvo, mas um tiro atingiu o suplente de senador José Kairala. O político acreano estava no seu último dia de suplência, após seis meses no cargo. Morreu horas depois no hospital.

Arnon de Mello, pai do ex-presidente e atual senador Fernando Collor de Mello, não foi punido porque dispunha de imunidade parlamentar.

O Estado de S. Paulo - 6/12/1963

No dia seguinte aos tiros, o jornal detalhou que o senador Silvestre também sacou sua arma.
Indicado pela seta, o senador Kaiala, a vítima fatal do conflito

Prêmio. O fotógrafo Efraim Frajmund conseguiu registrar toda a sequência do conflito (ver imagem abaixo) que começou com o discuros de Arnon de Mello na tribuna, de onde se defendeu das agressões do adversário, até a saída do plenário do senador Kairala. A foto do tiroteio recebeu o Prêmo Esso em 1964.

O Estado de S. Paulo - 5/12/1963

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