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Três dias sem parar no reality show do carnaval

Dançar sem parar os três dias de carnaval era o desafio do Concurso de Resistência Carnavalesca

13 de fevereiro de 2015 | 11h 40
Carlos Eduardo Entini

O concurso de Resistência Carnavalesca testava o fôlego dos foliões. Ganhava quem conseguisse dançar sem parar durante os três dias do carnaval. O concurso, uma espécie de reality show via rádio era patrocinado pela Rádio Record e começou a ser realizado em 1953. No começo o palco era montado na Praça da Bandeira, depois foi para o Parque do Ibirapuera e, em suas últimas edições na década de 1960, foi realizado no ginásio. O concurso atraia milhares de pessoas e centenas de participantes. Em 1958, por exemplo, foram 500 inscritos. Naquele ano, 13 conseguiram chegar ao final.


Participantes no concurso Resistência Canavalesca em 1959, 1961 e em 1966, no ginásio do Ibirapuera. Acervo/Estadão.

Mas a brincadeira nem sempre acabava bem. Segundo nota do Estado de 28 de fevereiro de 1958, das 254 pessoas atendidas no ambulatório montado no Ibirapuera, 73 vieram do concurso. Em 1961, Agenor Monaco apresentou projeto de lei vetando o concurso. Para ele a prova prejudicava a saúde dos participantes. Atraídos por prêmios os participantes faziam “esforços verdadeiramente sobre-humanos sofrendo posteriormente, que, atraídos pelos prêmios oferecidos desenvolvem sofrendo posteriormente graves consequencias”, justificou. O projeto de lei não foi aprovado.

O Estado de S. Paulo - 24/2/1959

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