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Um novo viaduto no Brás para acabar com o trânsito

Há 100 anos, jornal publicou projeto; porteira foi símbolo do bairro

01 de abril de 2014 | 12h 11
Rose Saconi

A extinta Porteira do Brás, que fechava o trânsito aos pedestres e veículos para a passagem de trem, onde hoje é a Estação Roosevelt, mais conhecida como Brás, era um dos gargalos da cidade no final do século 19. Um projeto publicado há um século no Estado oferecia solução para aliviar o tráfego. O proposto pelo engenheiro Carlos Ekman seria construído um viaduto sinuoso que acompanharia as curvas do antigo prédio da estação ferroviária.




"Temo-nos occupado por muitas vezes, ultimamente, com o caso das 'porteiras do Braz' que, trazido à baila com a renovação da Prefeitura, provoca intermináveis debates. Vários projectos razoáveis tem sido regularmente apresentados e discutidos (...) Um desses já em estudos é do engenheiro Carlos Ekman. A solução offerecida consiste na construcção de um viaducto de forma sinuosa, permittindo o trânsito livre na avenida Rangel Pestana. A gravura que publicamos é desse interessante projecto".



O projeto de Ekman não foi para a frente. Mas a ideia de um viaduto sobre as linhas de trem foi concretizado em 25 de janeiro de 1968, quando o prefeito Faria Lima inaugurou o viaduto Alberto Marino, com 367 metros de comprimento e 16 de largura. Com a obra, a tradicional porteira construída em 1865 foi fechada, mas continuou no local.



Pedestres e carros passam pela Porteira do Brás no seu último ano de atividade, 1967. Acervo/Estadão         


Apesar dos protestos de moradores da região que a consideravam um símbolo do bairro, a porteira foi removida em 1977 durante as obras do metrô Brás. Na época a promessa é que a passagem para os pedestres seria solucionada com a construção de uma passagem subterrânea, obra que nunca saiu do papel. No lugar seria erguida uma passarela.

O Estado de S. Paulo - 31/12/1975

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