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Viaduto do Chá, 120 anos de um símbolo

Obra foi projetada pelo litógrafo Jules Martin e levou 30 meses para ser concluída

10 de novembro de 2012 | 0h 01
Rose Saconi

 
Viaduto do Chá em 1892. Foto: ARQUIVO/ESTADÃO

Inaugurado no dia 6 de novembro de 1892, um dos principais cartões postais de São Paulo - o Viaduto do Chá - levou 30 meses para ser montado. Construir uma passagem sobre o Morro do Chá, como era conhecida a área da chácara da baronesa de Tatuí onde era plantada este tipo de erva, foi uma proposta do litógrafo Jules Martin.

A Província de S. Paulo, 6/11/1892



Primeira notícia. Na vitrine de um ateliê, na Rua da Constituição, os paulistanos tomaram contato com o primeiro projeto do Viaduto do Chá. O objetivo era ligar a Rua Direita e a Rua Barão de Itapetininga. A ideia agradou tanto que em 1877 mereceu uma notícia na Província de S. Paulo. “Está nas vidraças do sr. Jules Martin um bello quadro representando o que pode ser o viaducto de que por vezes se tem falado entre nós como o meio plausível de ligar a rua Direita, isto é, o centro da cidade, ao novo bairro do morro do Chá”.

A Província de S. Paulo, 5/10/1877



Pedágio. A Companhia Paulista do Viaducto do Chá foi criada para a execução da obra. O viaduto media 240 metros de comprimento, dos quais 180 metros eram de estrutura metálica, com 14 metros de largura. A construção tinha portões e guaritas de madeira em suas extremidades. Era cobrado um pedágio de três vinténs pela passagem. A cobrança gerou até um apelido ao viaduto, que ficou conhecido como 'viaduto de três vinténs'. O pedágio logo se tornou alvo de críticas e foi revogado pela Prefeitura.

O Estado de S. Paulo, 23/2/1938 – Inauguração do novo viaduto, de concreto armado e com largura duplicada.

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