ir para o conteúdo
Busca
Busca por data

Ademir da Guia

Ademir da Guia
03/4/1942, Rio de Janeiro

Conhecido como “Divino”, herdou o apelido do pai, Domingos da Guia, jogador da seleção brasileira e de diversos clubes como o Flamengo. Seu  primeiro nome também veio do outro craque: Ademir de Menezes, atacante do Vasco e do Brasil na Copa de 1950.

Ainda criança morou em São Paulo junto com o pai, que na época jogava no Corinthians. Voltou ao Rio em 1948 e passou a treinar natação no Bangu, clube em que seu pai começou a carreira e que seu tio, Ladislau, foi o maior artilheiro da história. O futebol por enquanto era restrito às peladas de rua.

Com 13 anos fez parte do time campeão carioca de natação. Aos 14 teve que decidir se continuava nadando ou se iria dedicar sua vida ao futebol. Ademir optou pelo esporte que consagrou o pai.

Em 1956 entrou para o juvenil do Bangu. Domingos da Guia, teve que brigar para ele jogar no meio campo, já que os técnicos queriam ver o filho do “Divino Mestre” jogar na posição original de seu pai, a defesa.

Nessa época teve como grande professor Tim, ex-craque do Fluminense que havia virado treinador. Ademir aprendeu rápido, jogava de cabeça levantada, pensando o jogo. Era um “falso lento”, conduzindo a bola com passadas largas.

Chegou a fazer testes no Botafogo, no Corinthians e no Santos. Aprovado nos três, não ficou devido ao dinheiro exigido pelo seu pai.  Em 1960 estreou como profissional no Bangu. O técnico do time era um dos grandes meia armadores da história do futebol, Zizinho.

Seu primeiro título veio em um torneio internacional em Nova York.  Em 1961, em uma excursão do Bangu o time venceu o Barcelona. O time catalão tentou comprar o craque por 16 mil dólares, não aceitos pelo clube carioca.

No mesmo ano o time viajou até Campinas onde enfrentou o Guarani. O Bugre tinha como técnico o argentino Armando Renganeschi que gostou da qualidade de Ademir. Quando foi para o Palmeiras sentenciou que o time precisava do filho do Divino. O  Palestra Itália comprou o maior craque de sua história por 3 milhões e 800 mil cruzeiros no mesmo ano.

Ademir chegou ao Palmeiras mas não virou titular. Tinha pela frente a concorrência de Chinesinho, na época titular incontestável da equipe. Sua estreia com a camisa alviverde foi apenas em 1962, no dia 08 de abril em um amistoso contra o Paulista de Santa Bárbara do Oeste.

Sua primeira vez como titular em uma partida oficial foi em 1963, no dia 21 de agosto. O Palmeiras venceu o Botafogo de Ribeirão Preto por 1x0 com Ademir jogando de volante.

Os primeiros anos de Ademir no Palmeiras foram conturbados. A equipe trocou de técnico diversas vezes e não se acertou em campo. Em 1964 Filpo Núñez assumiu o time e formou a base  que  formaria a primeira Academia: Valdir, Djalma Santos, Valdemar Carabina, Djalma Dias e Ferrari, Dudu e Ademir da Guia, Gildo, Servílio, Vavá e Rinaldo.

Foi campeão dos dois turnos do Rio-São Paulo de 65 evitando o jogo final. No mesmo ano Ademir, ao lado de sete companheiros de equipe foram convocados para a seleção brasileira. Era a primeira vez que o Divino vestiria a camisa amarela. Foram apenas12 vezes defendendo o Brasil, sendo considerado um dos grandes injustiçados nas convocações para a seleção.

Nos anos seguintes ganhou o Campeonato Paulista de 66, a Taça Brasil e o Roberto Gomes Pedrosa em 67 e o Troféu Ramon de Carranza em 69, além de outros títulos menores.

Em 1972 com Oswaldo Brandão de técnico Ademir integrou a Segunda Academia do Palmeiras, time considerado por muitos um dos melhores da história do futebol brasileiro: Leão, Eurico, Luís Pereira, Alfredo e Zeca, Dudu e Ademir, Edu, Leivinha, César e Nei. Juntos foram bi-campeões brasileiros.

Na Copa do Mundo da Alemanha em 1974 foi convocado por Zagallo. Não ficou nem no banco de reservas. Entrou como titular apenas na decisão do terceiro lugar contra a Polônia e dominava o jogo até ser substituído no segundo tempo. Logo em seguida Lato fez, para os poloneses, o gol da vitória.

Ademir se aposentou em 1977 devido a problemas respiratórios. Fez 901 partidas com a camisa do Palmeiras e marcou 153 gols. Deu aulas em escolinhas de futebol. Foi eleito vereador por São Paulo pelo PC do B e hoje integra o PR. É um dos três jogadores que tem um busto em homenagem no Palestra Itália ao lado de Junqueira e Waldemar Fíume.

Páginas selecionadas pelo Editor

Viu essa página?

Debate eleitoral

Relembre Collor x Lula em 1989 Debate eleitoral

Veja a edição completa de 15/12/1989

Tópicos
ver todos