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Adolfo Lutz

Adolfo Lutz
18/12/1855, Rio de Janeiro (RJ) - 6/10/1940, Rio de Janeiro (RJ)

Pioneiro na Medicina tropical, desvendou novos caminhos para estudar e combater doenças transmissíveis como malária, hanseníase, leishmaniose, esquistossomose, tifo e febre amarela, que castigavam a população no início do século 20. Causadas, principalmente, por falta de higiene.

Estudou medicina na Suíça, graduando-se em 1879, na Universidade de Berna. Depois  foi estudar técnicas de medicina experimental em vários centros médicos: em Leipzig, na Alemanha; em Viena, Áustria; em Praga República Checa; em Londres, Inglaterra,  estudou com Joseph Lister; e em Paris, França, estudou com Louis Pasteur. Retornou ao Brasil em 1881.

Para dedicar-se à  pesquisas médicas retorna à Alemanha, onde mais uma vez trabalha com Paul Gerson Unna. Especialisando-se em doenças infecciosas e em medicina tropical. De 1881 a 1892,  foi um médico da roça. Produziu diversos trabalhos originais baseados nos casos que tratava, desenvolvendo estudos da biologia de espécies que, de alguma forma, se relacionavam com os humanos e suas patologias.  Efetuou grandes progressos na área da zoologia médica. Seus trabalhos foram publicados em periódicos científicos alemães que estavam na vanguarda da medicina experimental.

Buscando aprofundar-se em suas pesquisas , percorreu diversas regiões do Brasil, Europa, Estados Unidos e Oceania. Foi convidado para assumir o cargo de diretor do Hospital Kalihi, no Havaí, onde realizou diversos estudos sobre hanseníase. Depois  trabalhou por um período na Califórnia, Estados Unidos, antes de atender ao convite do governador de São Paulo para dirigir o Instituto de Bacteriologia - mais tarde denominado Instituto Adolfo Lutz, em sua homenagem, o nome oficial (com "ph"), foi mudado para Adolfo (com "f"), em 1940, na Inauguração do Instituto.


De 1893 a 1908, destacou-se como um dos mais experiente dentro do bem preparado grupo de médicos que constituíram, no Rio de Janeiro e em São Paulo, a linha de frente da instituição da medicina pasteuriana. Como um dos fundadores da entomologia médica, adquiriu considerável projeção nesse território.

Em 1902, ao lado de Emílio Ribas, serviu de cobaia em uma perigosa experiência para comprovar que a transmissão da febre amarela se dava através do mosquito Aedes aegypti. Tornou-se bastante conhecido, apesar de ser avesso à popularidade. Com Oswaldo Cruz, enfrentou oposições dos conservadores, como na ocasião em que afirmou que a tuberculose bovina podia ser transmitida ao homem através do leite. Apesar de ter sido ridicularizado na época, a adoção da pasteurização do leite comprovou que ele estava certo. Lutz ainda contribuiu para as pesquisas de Vital Brazil com o soro antiofídico e publicou uma série de trabalhos sobre doenças como malária, febre tifoide, impaludismo, esquistossomose, leishmaniose, difteria e hanseníase.

Como zoologista, descobriu várias espécies de anfíbios e insetos, na botânica, foi um dos primeiros a estudar as propriedades terapêuticas das plantas brasileiras. O interesse pela saúde pública levou-o a estudar as epidemias que assolavam o Brasil na época, como o cólera, peste bubônica, febre tifoide, malária, ancilostomíase, esquistossomose e leishmaniose.  Para estudar tais doenças, fez várias expedições ao Rio São Francisco e viagens pelo Nordeste e pelo Sul do país.

Já com mais de cinquenta anos, Adolfo Lutz ingressou no Instituto Oswaldo Cruz (IOC), abandonando o instituto paulista, que naufragaria algum tempo depois. Em Manguinhos transcorre a derradeira fase de sua vida profissional, onde realiza a aspiração de se dedicar, por inteiro, à pesquisa, o que faz até falecer, poucas semanas antes de completar 85 anos.


 Sua filha, Bertha Lutz (1894-1976) foi uma importante zoóloga, feminista e política brasileira.

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