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Afonso Pena

Afonso Augusto Moreira Pena
30/11/1847, Santa Bárbara do Mato Dentro (MG) - 14/6/1909, Rio de Janeiro (RJ)

Filho do comerciante português Domingos José Teixeira Pena com a mineira Ana Moreira dos Santos Pena, aos dez anos ingressou no Colégio Caraça, na serra de mesmo nome em Minas Gerais, um dos mais respeitados na época. Depois, foi para São Paulo e estudou direito, tendo se bacharelado em 1870 pela Faculdade de Direito do Largo São Francisco. Um ano mais tarde formou-se doutor. Mudou-se, então, para Barbacena, onde se casou, em janeiro de 1875, com Maria Guilhermina de Oliveira, com quem teve doze filhos.

Em 1874 foi eleito deputado estadual pelo Partido Liberal. Em 1878 foi eleito deputado na Corte. Ainda durante o Império, foi ministro da Guerra em 1882, ministro da Agricultura, do Comércio e Obras Públicas entre 1883 e 1884, e ministro da Justiça em 1885.

Após a proclamação da República, foi governador de Minas Gerais entre 1892 e 1894 e assumiu a presidência do Banco do Brasil entre 1895 e 1898. No governo do presidente Prudente de Morais, recusou os cargos de Ministro no Uruguai e de membro do Supremo Tribunal Federal. Em 1899, foi eleito presidente do Conselho Deliberativo do município de Belo Horizonte. Foi também vice presidente do governo Rodrigues Alves. Em 1906, assumiu a presidência, após ser eleito diretamente para o cargo.

O governo Afonso Pena foi marcado pela modernização das linhas férreas e dos portos de Vitória e Recife. O presidente também perseguiu a valorização do café, aplicando as políticas prevista no Convênio de Taubaté. Fez um empréstimo de 15 milhões de libras para custear sua política de incentivo ao café. Investiu na criação de parques industriais e realizou a Exposição Nacional de 1908, por meio da qual esperava difundir a imagem de um Brasil “civilizado”.

Também promoveu a “expansão para o oeste”, fornecendo recursos para que Cândido Rondon ligasse a Amazônia ao Rio de Janeiro com a linha de telégrafo. Esforçou-se para restabelecer os serviços de imigração e instituiu repartições especializadas com o propósito de racionalizar o povoamento do país.

Foi apelidado de Tico-Tico pela população devido ao seu caráter energético e juvenil e à sua pequena estatura. Como presidente, enfrentou uma crescente mobilização de operários, classe que se ampliava conforme a imigração para o Brasil aumentava. Em 1906, ocorreu o Primeiro Congresso Operário Brasileiro, e no ano seguinte foi realizada uma greve geral em São Paulo. Em 1908, uma greve deixou a cidade do Rio de Janeiro no escuro por cinco dias.

Afonso Pena nomeou ministros jovens, com pouca experiência política, buscando com isso se desvencilhar das pressões estaduais e fortalecer a autoridade federal. Por esse motivo, seus opositores satirizaram seu ministério chamando-o de “Jardim de Infância”. Seu ministro da Guerra, Hermes da Fonseca, era uma exceção. Enquanto ocupou o cargo, Hermes reorganizou e modernizou o exército.

O governo entrou em crise com a disputa sucessória que se iniciou em 1909. Nesse ano, o presidente chocou-se com o ministro da Guerra ao sugerir para candidato à presidência do próximo pleito seu ministro da Fazenda, Davi Campista. Hermes lançou sua própria candidatura, desafiando o presidente. Na mesma época, Afonso Pena perdeu o filho mais velho e adoeceu. Com o agravamento se sua enfermidade, faleceu no dia 14 de junho de 1909, com pouco mais de sessenta anos e sem completar seu mandato presidencial. Foi sucedido por seu vice, Nilo Peçanha.

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