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Alain Prost

Alain Marie Pascal Prost
24/2/1955, Saint-Chamond (França)

Chamado de “O Professor” devido a seu estilo de guiar, é considerado um dos maiores pilotos da história da Fórmula 1. Guiou pela primeira vez competitivamente em 1973, com 16 anos,  quando ganhou o French Junior Karting e o European Junior Karting. Passou os anos seguintes sendo o principal nome de competições menores do automobilismo como a Fórmula Renault e campeonato europeu da Fórmula-3.

Em 1977 foi apresentado ao ídolo do automobilismo francês, Jacques Lafitte. Quando informaram à Lafitte que estava diante de um futuro campeão, o ídolo apenas respondeu: “quando ele chegar na Fórmula-1 já estarei aposentado”. Prost não esperou tanto tempo. Apenas sete anos depois de vencer pilotando um kart, ele estreava na principal categoria do automobilismo mundial. Em 13 de janeiro de 1980  conquistou o sexto lugar no Grande Prêmio de Argentina, pilotando uma McLaren.

No ano seguinte Prost deixou a escuderia inglesa para guiar um Renault. E foi dirigindo o bólido francês,  no circuito de Díjon na França,  em 7 de maio de 1981 que Alan Prost conquistou sua primeira vitória na Fórmula-1. Cena que se repetiria mais 50 vezes em sua carreira.

Foram mais oito vitórias na Renault disputando os mundiais de 1982 e 1983, neste perdendo o título na última corrida para o brasileiro Nelson Piquet. Voltou para a McLaren em 1984 para iniciar uma supremacia da escuderia na década. Perdeu o campeonato do ano para Nick Lauda por apenas um ponto.

Antes mesmo que começasse a ser taxado de “vice-campeão”, Prost conquistou seu primeiro título mundial em 1985 com duas poles e cinco vitórias. Foi também nesse ano que iniciou-se uma das mais famosas rivalidades do automobilismo. No Grande Prêmio de Mônaco Prost foi apresentado a Ayrton Senna, na época ainda um jovem piloto. Seu estilo pensador e calculista faria sucesso em mais anos. Em 1986, mesmo com o favoritismo de Nelson Piquet e Nigel Mansell, o francês foi bicampeão, com quatro vitórias e uma pole, repetindo atuações de apenas três outros corredores na época: Jack Brabham, Alberto Ascari e Juan Manuel Fangio.

Prost continuou sendo considerado um dos melhores do mundo, mas não repetiu nos anos seguintes seu desempenho do bicampeonato. Em 1987 ficou na quarta colocação no mundial de pilotos, com três vitórias e nenhuma pole, atrás de Ayrton Senna, Mansell e do campeão, Nelson Piquet.

Em 1988 Prost ganhou um novo companheiro de equipe: saiu o sueco Stefan Johansson e entrou Ayrton Senna na McLaren. O francês foi passado para trás logo na estreia do rival a seu lado. Senna foi o campeão do ano e o francês ficou em segundo lugar mesmo tendo conquistado mais pontos que o brasileiro, já que naquele ano somente os 11 melhores resultados foram computados.

A situação não durou muito tempo. Com quatro vitórias e duas poles e mantendo-se mais regular que seu companheiro, Prost conquistou o mundial de 1989. Um ano de total domínio da McLaren. Entra para a Ferrari no ano seguinte e fica na equipe italiana por dois anos, conquistando um segundo lugar em 1990 - atrás de Senna - e um quinto lugar em 1991.

Em 1993 recebeu um convite da Williams e volta para a Fórmula-1 para conquistar seu último título mundial.

Retorna a Fórmula-1 em 1997, desta vez como empresário e dono do Prost Grand Prix Racing Team, que faliu em 2002.

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