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Antonio Conselheiro

Antônio Vicente Mendes Maciel
13/3/1830, Quixeramobim (CE) - 22/9/1897, Canudos (BA)

Desde o início seus pais queriam que ele seguisse a carreira sacerdotal, desejo que foi abandonado após a morte de sua mãe, em 1834. Em 1855 após a morte de seu pai é obrigado a abandonar os estudos e assumir o comércio da família, aos 25 anos de idade.

No ano de 1857 Antônio se casa com Brasilina Laurentina de Lima, jovem filha de um tio seu. No ano seguinte se mudam  para Sobral. Lá passa a viver como professor do primário e lecionando aulas para os filhos dos comerciantes e fazendeiros da região. Mais tarde também atua como advogado “prático” em troca de uma  pequena remuneração.

Após flagrar sua mulher em traição conjugal com um sargento da polícia decide procurar abrigo nos sertões do Cariri. Em 1874 o jornal O Rabudo, de Sergipe, traz a primeira menção pública de Antônio Maciel. Já em 1876 como "homem santo" e peregrino, Conselheiro é preso nos sertões da Bahia sob acusação de ter matado mãe e esposa.  No entanto no Ceará é concluído que não há nenhum indício contra ele. Em seguida, Antônio Conselheiro é posto em liberdade.

Com o flagelo  que assola o nordeste do país, cresce  a notoriedade da figura de Antônio Conselheiro. Para o “Bom Jesus", como também passa a ser chamado, seria uma figura santa, um profeta enviado por "Deus".

Decide se fixar à margem norte do Rio Vaza-Barris, num pequeno arraial chamado Canudos. O local é batizado de Bello Monte e passa a receber uma grande número de desabrigados e vítimas da seca. Em Canudos organizou um movimento messiânico e contrário à monarquia.
A reação da República foi o envio de tropas para anular seu poder. No dia 24 de novembro de 1896 é enviada a primeira expedição militar contra Canudos, sob comando do Tenente Pires Ferreira. Mas a tropa é surpreendida pelos fieis de Antônio Conselheiro, durante a madrugada. Mais de 150 seguidores foram mortos. Do lado do exército oito militares e dois guias morreram. Em 29 de dezembro de 1896 tem início uma segunda expedição militar contra Canudos que também foi violentamente debelada.

A terceira expedição foi organizada sob o comando do capitão Antônio Moreira César, que foi abatido por tiros certeiros de homens leais a Antônio Conselheiro. No entanto no dia 05 de abril de 1897 tem início a quarta e última expedição contra Canudos.

No dia 22 de setembro de 1897, Antônio Conselheiro morre. O corpo enterrado no Santuário de Canudos. Sua cabeça é cortada e levada até a Faculdade de Medicina de Salvador, onde foi examinada.

Esses acontecimentos ficaram conhecidos como Guerra de Canudos, entre 1896 e 1897. Sobre ele Euclides da Cunha escreveu a consagrada obra literária : "Os Sertões".

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