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Aurélio Miguel

Aurélio Fernandez Miguel
São Paulo (SP), 10/3/1964

Obrigado pelo pai, Miguel Marin, vestiu o tatame pela primeira vez em 1969, aos cinco anos de idade. Tinha problemas respiratórios e foi orientado pelo médico a praticar esportes. Começou treinando junto com a irmã e o irmão. Quando ela deixou a academia, Aurélio também quis desistir, mas foi obrigado a continuar o esporte. Frequentou primeiramente a academia do São Paulo FC, passando depois a treinar na academia do sensei Massao Shinohara.

Ganhou sua primeira medalha aos sete anos, de campeão pré-mirim do torneio Boudokan, mas só firmou gostou pelo judô aos 12. Passou a disputar diversas competições e em 1980 já era considerado o melhor judoca de São Paulo. Dois anos depois conquistava o primeiro título internacional de sua carreira no Mundial Universitário. Também foi em 82 que Aurélio faz seu primeiro período de treinos no Japão, pratica que adotou por toda sua carreira, sempre recorrendo a terra do sol nascente antes de competições decisivas. No ano seguinte participou do Pan-americano de Caracas  e conquistou o 2º lugar. Foi eleito o melhor judoca do Brasil em 1983.

Conquista quatro medalhas de bronze (duas vezes na Hungria e uma na Checoslováquia e Alemanha) , uma de prata (Inglaterra) e uma de ouro (Bélgica) no circuito de 84. Passou os próximos anos disputando diversos títulos nacionais e internacionais. Ficou fora dos jogos de Los Angeles devido a uma briga com a Confederação Brasileira de Judô.

Em 1986 sofreu uma contusão e ficou fora do Mundial Universitário, disputado em São Bernardo do Campo. Também passou 90 dias no Japão na Universidade de Budo.  

No ano seguinte conquistou um dos grandes títulos de sua carreira. Nos jogos Pan-americanos de Indianapólis ficou com a medalha de ouro. Acabou em terceiro no Mundial de Essen na Alemanha e venceu a Copa Ramón Rodrigues em Cuba.

Se classifica para os jogos Olímpicos de Seul em 1988. Ali alcança o ápice de sua carreira . Vence a luta contra o alemão Marc Meilling e ficou com o ouro olímpico.

Desentende-se com a Confederação brasileira de Judô e se afasta das competições oficiais. Em 1991 junto com outros atletas passa a negociar sua volta ao esporte. Os lutadores exigiam uma seletiva justa para a escolha de quem representaria o País nos jogos Olímpicos. Com ajuda da Secretaria de Esportes da Presidência da República o acordo se consolida em 1992 , a tempo de formar uma equipe para disputar a Olimpíada de Barcelona.

Foi também em 1992 que o judoca se casou. A noiva foi a publicitária Daniela Pirani Puziello. A cerimônia foi realizada no dia 04 de dezembro na Igreja Nossa Senhora Aparecida na capital paulista.

Na Espanha Aurélio começa a sentir uma dor no ombro que forçaria o judoca a passar por uma cirurgia no final do ano. Acabou não indo bem nos jogos. Voltou em 1993 e conseguiu ser vice-campeão do Mundial de Judô no Canadá.  

Para evitar novos problemas começou uma intensa preparação em 1994. Passou inclusive por uma cirurgia no joelho para sanar uma dor crônica. Afastado, não pode competir no Mundial Sênior no Japão em 95.

Recuperado, sofria com a falta de patrocínio. Dedicou-se aos treinos e conseguiu disputar a Olimpíada de Atlanta, em 1996 onde consegue sua segunda medalha, desta vez de bronze.

Sofreu com a mudança em sua categoria, que passou de 95kg para 100kg e não consegue um bom desempenho no Mundial de 1999. No ano seguinte sofreu uma grave contusão e tem que ser operado no joelho. Passou a treinar no Flamengo e contou com o patrocínio de do jogador de futebol Ronaldo. Tinha como meta conseguir sua segunda medalha de ouro olímpica. Devido à falta de tempo não conseguiu se classificar para Sidney.

Aurélio Miguel encerrou sua carreira em 2001. No ano seguinte entrou para outro campo de luta: a política. Filiou-se ao PPS e foi candidato a deputado federal, mas não conseguiu ser eleito. Dois anos depois disputa pelo PR uma vaga a cadeira de vereador pelo Estado de São Paulo e conquista 38.419 votos, sendo o 26º mais votado.  Foi reeleito em 2008 com mais de 50 mil votos.

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