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Barack Obama

Barack Hussein Obama II
4/8/1961, Havaí (EUA)

O primeiro americano de ascendência africana a assumir a presidência dos Estados Unidos, passou seus primeiros anos no Havaí. Era filho de Stanley Ann Dunham, antropóloga de origem anglo-irlandesa, e Barack Obama, originário do Quênia. Seus pais se separaram quando tinha apenas dois anos, e o jovem Obama foi viver com a mãe na Indonésia, em Jacarta. Em 1971, retornou para Honolulu, onde viveu com seus avôs maternos. Realizou os primeiros estudos na Punahou School e concluiu o ensino secundário em 1979. Mais tarde, ingressou no Occidental College e, em fevereiro de 1981, fez seu primeiro discurso, no qual criticava a política de apartheid na África do Sul. Em meados de 1981, viajou para a Indonésia para visitar a mãe e a irmã, Maya. No final do ano, matriculou-se na Universidade de Colúmbia, na cidade de Nova York. Graduou-se em ciência política em 1983.   

Em 1985, foi contratado em Chicago para trabalhar como diretor do Developing Communities Project, uma organização religiosa voltada para serviços de desenvolvimento social. Permaneceu nesse cargo até maio de 1988, e viajou para a Europa e para o Quênia pouco depois. Ainda nesse ano, ingressou na Faculdade de Direito de Harvard, onde foi presidente e editor do jornal estudantil "Harvard Law Review". Sua eleição como o primeiro presidente negro do Harvard Law Review recebeu grande atenção midiática. Após ter trabalhado em escritórios de advocacia, formou-se com distinção em 1991. Depois, foi professor visitante na Faculdade de Direito da Universidade de Chicago, onde trabalhou como professor de 1992 a 2004. De abril a outubro de 1992, trabalhou no Projeto Voto, voltado para a promoção da cidadania entre minorias étnicas e americanos pobres. Em julho de 1995, publicou o livro de memórias "Dreams from My Father: A Story of Race and Inheritance".

Em 1996, foi eleito para o Senado de Ilinóis na legenda do Partido Democrata, tendo sido reeleito em 1998 e em 2002. Em outubro de 2002, discursou contra a decisão americana de invadir o Iraque. Em 2003, tornou-se diretor do Comitê de Saúde e Serviços Humanos do Senado de Ilinóis. Como senador de Ilinóis contribuiu para o serviço de saúde público e reduziu os impostos de famílias operárias. Em novembro de 2004, foi eleito para o senado americano, tendo derrotado o candidato republicano Alan Keyes. Como senador americano, propôs leis importantes, como o Federal Funding Accountability and Transparency Act of 2006, que ampliou a transparência do governo ao exigir a publicação online de seus gastos.

No dia 10 de fevereiro de 2007 anunciou sua candidatura à presidência dos Estados Unidos. Nas primárias do Partido Democrata, concorreu contra Hillary Clinton. Em junho de 2008, Clinton abriu caminho para Obama, que derrotou o candidato republicano John McCain no dia 4 de novembro. Sua campanha foi marcada por promessas como a retirada de tropas americanas do Iraque e a universalização do sistema de saúde. Recebeu 365 votos eleitorais contra os 173 de McCain.

O governo Obama caracterizou-se pela tentativa de conter uma crise financeira global por meio de estímulos econômicos em leis como o American Recovery and Reinvestment Act of 2009 e o Tax Relief, Unemployment Insurance Reauthorization, and Job Creation Act of 2010. No plano doméstico, promoveu o “Wall Street Reform and Consumer Protection Act” e o “Don't Ask, Don't Tell Repeal Act of 2010”. Também esforçou-se pela aprovação de leis para reformar o sistema público de saúde do país. Em seu governo, o terrorista Osama Bin Laden foi morto em uma operação militar americana. Em outubro de 2009, Obama recebeu o Prêmio Nobel da Paz por seus esforços para fortalecer a cooperação entre países. Encerrou a guerra do Iraque e, em 2011, interveio militarmente na crise da Líbia.

Casou-se com Michelle Robinson em outubro de 1992. O casal tem duas filhas, Malia Ann e Natasha. Em 1988, Obama se batizou na Igreja da Trindade Unida em Cristo, vinculada à teologia da libertação negra. Em 2008, renunciou a sua ligação com a Igreja após declarações polêmicas dadas por um de seus pastores.

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