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Benazir Butho

Benazir Butho
21/6/1953, Karachi (Paquistão) - 27/12/2007, Rawalpindi (Paquistão)

Benazir Butho nasceu em Karachi, província do Paquistão, no dia 21 de junho de 1953. Foi foi educada em Harvard e em Oxford, no Reino Unido, onde estudou Ciências Políticas e Filosofia. Filha do primeiro-ministro Zulfikar Ali Bhutto (1971-1977), voltou ao Paquistão logo após o general Muhammad Zia Ul-Haq ter aplicado um golpe de Estado contra seu pai, que foi executado em 1979.

Ao lado da mãe, assume a liderança do Partido Popular do Paquistão (PPP). No dia 1 de dezembro de 1988, seu partido venceu as eleições parlamentares e ela se tornou a primeira premiê de um Estado muçulmano. Dois anos depois, em 6 de agosto, o presidente paquistanês Ghulam Ishaq Khan destituiu-a do cargo, alegando abuso de poder, nepotismo e corrupção. Seu partido foi derrotado nas eleições e ela passou a fazer oposição no parlamento.

Em 1993, tornou-se primeira-ministra pela segunda vez. Em 5 de novembro de 1996 foi novamente destituída do cargo pelo presidente Farooq Leghari, sob acusações de corrupção, improbidade administrativa e morte extrajudicial de detentos. Em 1999, após a tomada do poder por militares liderados pelo presidente Pervez Musharraf, Bhutto se autoexilou em Londres.

A justiça paquistanesa julgou-a culpada das acusações de desvio e lavagem de dinheiro em 2004. Também teve problemas com a justiça na Suíça, por suspeita de ter recebido propina no valor de 11,7 milhões de dólares de empresas participantes de concorrências públicas.

Bhutto voltou ao Paquistão em 2007 após um acordo com o presidente Pervez Musharraf que lhe garantia anistia e retirava todas as acusações. Desembarcou em Karachi, sendo recebida por mais de 100 mil pessoas. Ao desfilar com seus correligionários pela capital paquistanesa, duas explosões ocorreram em meio à multidão, próximo aos carros da sua comitiva, matando ao menos 140 pessoas e ferindo mais de 200. A ex-primeira ministra, entretanto, não foi atingida.

Desde seu retorno ao Paquistão, Benazir Bhutto pediu a renúncia do presidente Pervez Musharraf, mesmo este sugerindo à líder oposicionista o cargo de primeira-ministra.

Foi morta  no dia 27 de dezembro de 2007, durante um atentado em Rawalpindi, cidade próxima a  Islamabad, quando retornava de um comício, no Parque Liaquat. O ataque ocorreu enquanto o carro da ex-primeira-ministra trafegava, seguido por simpatizantes, e ela acenava para a multidão pelo teto solar do veículo. Foi alvejada no pescoço e no peito, possivelmente por um homem bomba que, em seguida, explodiu provocando a morte de cerca de 20 pessoas.

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