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Bob Dylan

Robert Allen Zimmerman
24/5/1941, Duluth (EUA)

Seus pais, Abram Zimmerman e Beatrice "Beatty" Stone, faziam parte de uma pequena comunidade judaica. Viveu em Duluth, até os seis anos, quando o pai contraiu poliomielite e sua familia voltou à cidade natal de sua mãe, Hibbing, também no estado de Minesota, onde passou o resto de sua infância.

Em setembro de 1959, mudou para Minneapolis, para estudar na universidade de Minnesota. Durante esta época, seu interesse inicial no rock deu lugar a uma aproximação ao folk. Logo começou a tocar no 10 O'Clock Scholar, uma cafeteria a poucas quadras do campus universitário e se viu envolvido no circuito folk de Dinkytown. Neste período passou a se chamar "Bob Dylan".

Abandonou a universidade após seu primeiro ano e, em janeiro de 1961, mudou-se para Nova York com a esperança de ver seu ídolo musical,Woody Guthrie, que estava gravemente doente. Guthrie foi uma das maiores influências nas primeiras apresentações de Dylan .

A partir de fevereiro de 1961 tocou em vários clubes do bairro de Greenwich Village quando começou  a ganhar certa reputação. Durante uma apresentação no Gerde's Folk City, durante a gravação de seu terceiro álbum, chamou a atenção do produtor John H. Hammond, que o contratou para a Columbia Records.

Em agosto de 1962, modificou seu nome legalmente para Robert Dylan, na Corte Suprema de Nova York e firmou um contrato de representação com Albert Grossman, que foi o empresário de Dylan até 1970.

Entre dezembro de 1962 a janeiro de 1963 fez sua primeira viagem ao Reino Unido. Na ocasião foi convidado pelo diretor de televisão Philip Saville para participar de um drama na  BBC. No fim da apresentação, Dylan tocou "Blowin' in the Wind", uma de suas mais famosas canções.

Muitas das suas primeiras composições alcançaram o público através de versões de outros intérpretes, como Joan Baez, que se converteu na protetora de Dylan e sua posterior amante. Baez foi determinante na hora de levar Dylan à popularidade nacional e internacional.

Em maio de 1966, após uma tumultuada turnê pela Inglaterra, devido ao formato rock dos shows, Dylan sofreu um grave acidente de moto que o afastou dos palcos e gravações até 1968. Em seu retorno, surpreendeu o público e a crítica com o álbum "John Wesling Hardin", fortemente influenciado pelo country. O trabalho que produziu no início dos anos 70 não foi bem recebido pela crítica. Apenas algumas canções destacam-se: "If Not For You" (1970), "Knockin' on Heaven's Door" (1973) e "Forever Young" (1974). Mas ao voltar as turnês, acompanhado pelo grupo The Band, retornou à evidência e ao sucesso, principalmente pelo elogiado duplo ao vivo "Before the Flood" (1974).

Após o divórcio em 1977, com a esposa Sara Lownds, com quem era casado desde 1965, viveu uma grande crise pessoal, que causou  reflexos em seu trabalho artístico. Depois de uma turnê mundial em 1978, em parte registrada no duplo ao vivo "At Budokan" (gravado no Japão), voltou-se para a música gospel, após converter-se ao cristianismo. Com "Infidels", de 1983, Dylan afasta-se da fé cristã e volta-se para suas raízes judaicas.

Em 1985 participou do especial "We are the World" com outros 40 grandes nomes da música estadunidense entre eles Michael Jackson, Tina Turner, Ray Charles e Stevie Wonder. No início dos anos 90 deu uma parada  na carreira. Para comemorar e fazer um balanço de seus 30 anos de trajetória, ele voltou a gravar folk tradicional e acústico, sem importar-se com o pouco apelo comercial deste gênero nos dias atuais.

Em1992 é realizado um show-tributo em grande estilo, com a participação de vários nomes do rock, country e do soul cantando suas músicas: Eric Clapton, George Harrison, Stevie Wonder,  Neil Young, Willie Nelson, Lou Reed, Eddie Vedder entre outros.

O álbum "Time Out Of Mind" ganhou vários prêmios Grammy e foi considerado por muitos uma nova ressurreição artística, confirmada pela qualidade de "Love and Theft" (2001). Neste mesmo ano a revista Rolling Stone publicou uma lista com as 500 melhores músicas da história , deixando "Like a Rolling Stone", de Bob Dylan, em primeiro lugar.

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