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Carl Lewis

Frederick Carleton Lewis
1/7/1961, Birmingham (EUA)

Filho caçula de uma família de esportistas. Seus pais, Bill e Evelyn Lewis, eram professores de Educação Física e sempre apostaram no talento de seus filhos. O mais velho, Mack, era um velocista de prestígio no circuito universitário. Cleve foi o primeiro negro a ser contratado pelo time de futebol New York Cosmos e Carol,  na época maior esperança da família, era recordista norte-americana juvenil do salto em distância.

Carl ficava em segundo plano quando começou a treinar salto em distância, aos 13 anos.  Se destacava tanto pelos resultados quanto pelas polêmicas. Rapidamente se tornou um dos melhores atletas da cidade. Em 1978, aos 17 anos, foi eliminado na prova de salto em distância dos Jogos Escolares de Willingboro. Decidiu então queimar de propósito a largada dos 200m rasos, pensando que só assim veria seu nome mencionado pelos jornais.

Aos 18 anos competiu no Pan-Americano de Porto Rico e conquistou a medalha de bronze no salto em distância. Conseguiu se classificar para a equipe de atletismo que disputaria a Olimpíada de 1980, em Moscou. Devido ao boicote da delegação americana aos jogos disputados na União Soviética, Carl teria que esperar um pouco mais para mostrar seus talentos para o mundo.

Deixou de ser treinado por seu pai e passou a ser comandado por Tom Tellez. Mesmo antes de obter uma projeção internacional, seu empresário Joe Douglas já conquistava bons contratos para o atleta. Em 1981 Carl fez 8,62 no salto em distância, melhorando a marca de 8,9 de Bob Beamon que estava imbatível desde 1968.

Sua primeira grande prova mundial veio em 1983, quando competiu no Mundial de Atletismo de Helsinque. O estreante conquistou três medalhas de ouro, nos 100m, 4x100 e salto em distância. Com isso o jovem que já era polêmico virou confiante. Quando chegou na seletiva norte-americana para os jogos Olímpicos de Los Angeles (1984) afirmou que seu objetivo era repetir a façanha de Jesse Owens em 1936 e conquistar as medalhas de ouro nos 100, 200, 4x100 e no salto em distância.

Começava a supremacia de Carl Lewis no atletismo. Ele conquistou as quatro medalhas conforme havia prometido e bateu o recorde olímpico nos 200m (19s80).

Antes de disputar novamente uma Olimpíada, havia o Mundial de Roma em 1987. Subiu ao lugar mais alto do pódio nas três competições que já havia vencido na Finlândia: 100m, 4x100 e salto. Chegou para os jogos Olímpicos de Seul obstinado a repetir seu feito.

Não conseguiu. Nos 200m conquistou a prata, seu único segundo lugar na competição. Ficou com o ouro no salto em distância. Nos 100m inicialmente perdeu para seu grande rival, Ben Johnson, que alcançou a marca de 9s79. Entretanto, o canadense foi pego no exame antidoping transferindo o título para Carl. Seu tempo também tornou-se o recorde mundial (9s92).

Aos 31 anos de idade competiu no Mundial de Tóquio em 91.Não conseguiu novamente sua trinca, conquistando o ouro nas 100m e no 4x100 e ficando com a prata no salto (perdendo também seu recorde, superado pelo campeão Mike Powell).

Suas marcas começaram a cair também em 92, na Olimpíada de Barcelona. Ficou de fora dos 100m e dos 200m, mantendo-se no topo no revezamento e no salto em distância.

Já em final de carreira competiu no Mundial de Stuttgart, onde conquistou apenas o bronze nos 200m. Em 1996, disputou a última Olimpíada de sua carreira. Foi novamente em seu país, desta vez na cidade de Atlanta,  que Carl ficou com sua nona medalha de ouro olímpica, conquistada no salto.

Aposentou-se em 1997. Sua última prova oficial foi quando integrou a equipe dos sonhos no 4x100 no Metting Internacional de Berlim. Correu ao lado de Donavan Bailey, Frank Fredericks e Leroy Burrel.

Ganhou diversos prêmios, entre eles de esportista do século pelo Comitê Olímpico Internacional. Foi nomeado embaixador da ONU para Agricultura e Alimentação. Chegou a desejar se candidatar para o Senado Americano, o que não chegou a acontecer, retirando-se da disputa.


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