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Carlos Alberto Parreira

Carlos Alberto Parreira
27/2/1943, Rio de Janeiro (RJ)

Filho de militar, foi criado no bairro de Padre Miguel. Mas ao contrário dos jovens da região que frequentavam a quadra da escola de samba Mocidade, Parreira trilhou um caminho diferente. Desde cedo apreciava o futebol, apesar da educação rígida. Não chegou a ser profissional, tendo sido apenas goleiro em equipes amadoras.

Formou-se em Educação Física pela Universidade Federal do Rio de Janeiro em 1966. Seu primeiro emprego no mundo do futebol se deve à sua formação acadêmica. Passou a integrar o quadro de funcionários do São Cristovão, sendo preparador físico da equipe. Foi também técnico de aspirantes até que foi indicado pelo presidente da CBD (Confederação Brasileira de Despostos, atual CBF) para o cargo de treinador de Gana.

Ficou um ano no cargo sem muito sucesso. Foi para a Inglaterra onde fez um estágio de aperfeiçoamento. No ano seguinte foi convidado para voltar ao Brasil e assumiu dois cargos: foi preparador físico do Vasco e da seleção brasileira a convite de Admildo Chirol. Trabalhou nas eliminatórias e no mundial de 1970 quando conheceu seu parceiro por muitos anos, Zagalo.

Voltaria ao cargo de técnico apenas em 1975, no Fluminense, após ser preparador físico do clube e da seleção brasileira no Mundial de 74. Em sua primeira passagem pelo clube não permaneceu muito tempo no cargo, deixando as Laranjeiras para ser assistente técnico de Zagalo com a seleção do Kuwait.

Com a saída do “Velho Lobo” em 78, assumiu o time. Ganhou apenas a Copa do Golfo de 82, mas levou o país a Olimpíada de 80 e a Copa do Mundo de 82. Foi convidado então para assumir a seleção brasileira pela primeira vez em 83, substituindo Telê Santana.

Sua estreia comandando o Brasil foi no dia 24 de abril, na vitória por 3x2 sobre o Chile no Maracanã. Ficou um ano no cargo sendo demitido no dia 24 de março de 84. Dirigiu a seleção em 14 jogos com cinco vitórias, sete empates e duas derrotas. Segundo explicações de dirigentes da CBF na época, saiu devido a “incompatibilidade salarial”, mas pesou na decisão a derrota na final da Copa América para o Uruguai.

Voltou para o Fluminense em 1984. Pegou um time montado por Cláudio Garcia nos seis últimos jogos do Brasileirão e conquistou o título. Com um currículo fortalecido foi convidado no segundo semestre para assumir o Emirados Árabes. Em 88 assumiu a Arábia Saudita e em 90 voltou para os Emirados para dirigir a seleção na Copa do Mundo da Itália.

No ano seguinte voltou para o Brasil e assumiu o Bragantino. Levou a modesta equipe do interior paulista ao vice-campeonato nacional. Com a boa campanha, recebeu a proposta para voltar a dirigir a seleção nacional após a saída de Paulo Roberto Falcão.

Levou a seleção para a Copa dos Estados Unidos em 94. Conquistou o Mundial e tirou o Brasil de um jejum de 24 anos. Logo após o torneio sua carreira internacional dispara. Assume o Valência da Espanha (94/95) e o Fenerbache da Turquia (95/96) antes de voltar para o Brasil e assumir o São Paulo.

Ficou de junho a outubro de 96 no tricolor paulista e saiu devido à forte pressão da torcida e de dentro do clube. Em dezembro do mesmo ano assinou com o Nova York MetroStars, onde também teve uma passagem curta. Foi para a Arábia Saudita onde passou cerca de sete meses antes de retornar ao Brasil.

Passou então um longo período dirigindo clubes. Comandou o Fluminense, Atlético Mineiro, Santos, Internacional e Corinthians, onde conquistou a Copa do Brasil e o Rio-São Paulo de 2002. Com os bons resultados voltou a seleção brasileira com a missão de conquista o pentacampeonato. Na Copa não conseguiu repetir os resultados de 94. Com um time considerado acima da média foi eliminado pela França nas quartas de final jogando um futebol abaixo da expectativa da torcida.

Foi dirigir a África do Sul, que já estava classificada para a próxima Copa por ser a mandante. Vai para o Fluminense por um curto período mas volta para comandar o time no mundial. Apesar de ser eliminado na primeira fase, consegue a primeira vitória do país em Copas, contra a França. Logo após anunciou sua aposentadoria como técnico, concentrando sua carreira no estudo do esporte.


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