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Charles de Gaulle

Charles André Joseph Marie de Gaulle
22/11/1890, Lille (França) – 9/11/1970, Colombey-les-deux-Églises (França)

Nascido em uma família católica e patriótica, decidiu desde cedo a seguir a carreira militar. Seu pai, Henri de Gaulle, era professor de letras, matemática e história, além de um monarquista. Charles fez um ano de estudos preparatórios no colégio Stanislas, em Paris, e logo depois, em 1909, ingressou na Escola Especial Militar de Saint-Cyr. Lutou durante a Primeira Guerra Mundial, tendo sido ferido três vezes e capturado como prisioneiro. Em 1921, casou-se com Yvonne Vendroux, com quem teve três filhos. Entre 1919 e 1940, foi oficial instrutor, época em que desenvolveu uma série de obras sobre teoria militar.

Em 1940, participou das campanhas francesas da Segunda Guerra Mundial. Promovido a general de brigada, foi nomeado subsecretário do Estado para a Guerra e a Defesa Nacional do governo Reynaud no dia 6 de junho do mesmo ano. Com a ocupação da França pelos alemães e a articulação de um armistício pelo marechal Pétain, fez um anúncio pela BBC no qual declarou que “a chama da resistência francesa não deve se apagar”. Durante esse período, liderou as forças resistentes e as Forças Francesas Livres (FFL) e, após a expulsão dos invasores alemães, tornou-se chefe do governo provisório da quarta república.

Em janeiro de 1946, abandonou o governo provisório devido a algumas divergências com os partidos da república. Em 1947, fundou a Associação do Povo Francês (RPF, Rassemblement du Peuple Français), que lutava pela fundação de novas organizações políticas e pela reforma das instituições representativas da França.  Contudo em 1953 a associação entrou em decadência. Nesse período o general passou a escrever seu livro de memórias chamado de “Memórias de Guerra”. As dificuldades pelas quais o país passou durante o conflito com a Argélia precipitaram o retorno do general ao poder em 1958.

De Gaulle foi presidente da quinta república francesa entre 1958 e 1969. No ano em que assumiu sancionou uma nova constituição. Em 59, propôs a solução da autodeterminação aos argelinos, aprovada em plebiscito por 75% dos eleitores. Contudo o governo encontrou dificuldades em retirar-se do país africano, devido à resistência dos ramos de extrema direita e em virtude de um golpe realizado pelos generais franceses em 1961. Os acordos de independência só seriam firmados no dia 22 de março de 1962.

No dia 10 de outubro de 1962, o presidente dissolveu a Assembleia Nacional e convocou um referendo sobre as eleições presidenciais para o dia 28 do mesmo mês. Reformou a economia do país e permitiu que a França atingisse uma maior prosperidade. Seguiu a política nuclear de seus antecessores (o primeiro teste nuclear francês foi realizado em 1960), recusando a tutela norte-americana e retirando a França gradualmente da órbita da OTAN (entretanto manteve o país como membro aliado). Em 1964, reconheceu a República Popular da China. No ano seguinte, fez um discurso contra a campanha do Vietnã e, em 1967, exclamou “Viva o Quebec livre!”, abraçando por inteiro a orientação anticolonialista que seu governo vinha esboçando. Foi um dos primeiros a criticar Khruschev durante a crise dos mísseis em Cuba, em 1962. Também nessa época, foi colocada em prática a eleição presidencial com sufrágio universal resultando na eleição de Gaulle com 54,8% dos votos.

Em 1968, enfrentou uma grande revolta sindical e estudantil. Os eventos paralisaram o país. Os manifestantes criticavam o governo de Gaulle, o vazio da Academia e a marginalização das populações mais pobres. O presidente alegou que a desordem nas ruas seria um atalho para o totalitarismo e que caberia ao Estado reprimir os responsáveis pelo caos. Em abril de 1969, o presidente propôs um referendo sobre a reorganização e a reforma do Senado, sendo derrotado pelos votos populares. Em seguida, abandonou o governo e se retirou definitivamente da vida pública. No ano seguinte, no dia 9 de novembro, faleceu e acabou enterrado no mesmo local onde foi enterrado. No dia 12 de novembro de 1970, foi realizada uma cerimonia oficial em sua homenagem, contando com a participação de personalidades políticas nacionais e estrangeiras.

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