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Chiquinha Gonzaga

Francisca Edwiges Neves Gonzaga
17/10/1947, Rio de Janeiro (RJ) - 28/2/1935, Rio de Janeiro (RJ)

Foi educada numa família de pretensões aristocráticas. Era filha de José Basileu Gonzaga, general do Exército Imperial Brasileiro e de Rosa Maria Neves de Lima. Iniciou sua carreira de compositora ainda criança, aos 11 anos de idade, com a música natalina "Canção dos Pastores". Aos 16 anos, por imposição da família se casou  com  Jacinto Ribeiro do Amaral, oficial da Marinha Imperial brasileira. Não suportando as ordens dele para que não se envolvesse com a música separou-se, o que foi um escândalo no período.

Levou consigo o filho mais velho, João Gualberto, uma vez que o marido não permitiu que ela cuidasse dos mais novos, Maria do Patrocínio e Hilário. Sofreu imensamente com o distanciamento dos filhos e pelo preconceito que foi vítima, já que muitos não aceitavam uma mulher separada do marido.

Em 1867 reencontrou um namorado de juventude, João Batista de Carvalho, com quem teve uma filha: Alice Maria. Ao se separar mais uma vez voltou a perder a guarda. Embora “distante” Chiquinha foi muito presente na vida de todos os quatro filhos, mesmo que criando apenas um.
 
Nesta mesma época  passa a viver como musicista independente, tocando piano e dando aulas. Sua carreira cresceu e o reconhecimento começou em 1877, com a polca “Atraente”. Em 1911, estreia seu maior sucesso no teatro, a opereta Forrobodó que chegou a 1500 apresentações seguidas.Em 1914, num recital  no palácio presidencial, a própria primeira-dama do país, Nair de Tefé, acompanhou Chiquinha no violão, e empunhou o instrumento, tocando um maxixe composto pela maestrina. O que chocou a sociedade da época.

Aos 52 anos, após muitas décadas sozinha, mas vivendo feliz com os filhos e a música, conheceu João Batista Fernandes Lage, um jovem de apenas 16 anos  por quem se apaixonou.  Temendo o preconceito, fingiu adotá-lo como filho, para viver o grande amor. Por essa razão ambos mudaram-se para Lisboa, em Portugal.

Retornaram ao Brasil sem levantar nenhuma suspeita. Chiquinha nunca assumiu de fato seu romance, que só foi descoberto após a sua morte, por intermédio de cartas e fotos do casal.

Chiquinha foi uma das participantes mais ativas da campanha abolicionista. Também foi a fundadora da Sociedade Brasileira de Autores Teatrais. Ao todo, compôs músicas para 77 peças teatrais, tendo sido autora de cerca de duas mil composições em gêneros variados. Morreu ao lado de João Batista Lage aos 88 anos de idade.

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