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Clarice Lispector

Chaya Pinkhasova Lispector
10/12/1925, Chechelnyk, Ucrânia - 09/12/1977, Rio de Janeiro (RJ)

Nascida em uma família judaica, Chaya Pinkhasova Lispector só adotaria o nome de Clarice após a família deixar a Ucrânia e emigrar para o Brasil, em 1926. Seu pai, Pinkahas Lispector, um judeu russo, decidiu partir para a América do Sul, para escapar do antissemitismo na Europa.

A família Lispector dirigiu-se inicialmente para Maceió, Alagoas, onde a irmã da sua mãe já havia se estabelecido. Em 1925, partiram para o Recife e se instalaram no bairro de Boa Vista. Ali, a menina Clarice aprendeu a ler e escrever e ingressou no colégio Hebreu-Iídiche-Brasileiro em 1930. Nesse mesmo ano,Clarice fica órfã da mãe. Em sua homenagem a artista compõe sua primeira peça de piano. Aos 12 anos de idade entrou para o Ginásio Pernambucano, uma das melhores instituições de ensino da cidade. O talento para a escrita começava a se aperfeiçoar.

A mudança para o Rio de Janeiro veio em 1935. Clarice e a família vão morar no bairro da Tijuca e ela passa  frequentar o colégio Sílvio Leite. Em 1940, ingressou na Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro. E, apesar da dedicação aos estudos jurídicos, a paixão pela escrita nunca deixa Clarice.

Também em 1940, ela publica seu primeiro conto Triunfo, e perde o pai. No mesmo ano, inicia sua incursão pelo jornalismo. Buscou primeiro trabalho como tradutora - dominava o inglês e o francês - mas acabou ficando com a vaga de redatora na Agência Nacional, era a única mulher a ocupar tal cargo na época. Na redação conheceu o jornalista e escritor Lúcio Cardoso, que a apresentou a amigos literatos como Vinícius de Moraes, Otávio de faria e Rachel de Queiroz. Em 1943, junto com o casamento com Maury Gurgel Valente e  veio sua estreia na ficção, com a publicação de seu primeiro romance Perto do Coração Selvagem.

A obra  foi muito bem recebida pela crítica. A escritora chegou a ser comparada à Virginia Wolf e Simone de Beauvoir e fez grandes admiradores como o crítico Sergio Millet, o poeta Lêdo Ivo e o sociólogo Antônio Cândido. Este último declarou ver na escrita de Lispector uma expressiva forma inovadora e uma forte representação da arte romanesca, algo digno de uma futura grande ficcionista. A previsão se concretizou, o livro venceu o Prêmio Graça Aranha de melhor romance do ano. E Clarice não parou mais de escrever.

Casada com diplomata, Clarice acompanhou seu marido na sua missão à Itália. Em agosto de 1944, mudou-se para o país. Em 1946 publicou seu segundo romance, O Lustre. No mesmo ano, Valente é transferido para a Suíça, país onde Clarice dá a luz ao primeiro filho do casal, Pedro Lispector Valente, em 1948. Os cuidados com o menino, diagnosticado com esquizofrenia, marcariam profundamente a escritora. Ainda no exterior, em 1949, ela publica A Cidade Sitiada (1949). Em 1953 nasce seu filho caçula, Paulo Gurgel Valente. Em 1959, divorcia-se do marido, e retorna ao Rio de Janeiro com os filhos.

De volta ao Brasil, a produção da escritora aflora. Romances, literatura infantil e contos, entre a década de 1960 e 1970 a escritora publica dezenas de obras. Entre as mais importantes estão: A Maçã no Escuro (1961), A Paixão Segundo G.H. (1964), Água Viva (1973). Em 1976, recebe o primeiro prêmio do 10º Concurso Literário Nacional, de Brasília, pelo conjunto de sua obra. No ano seguinte publica A Hora da Estrela. Último livro publicado em vida, a obra é elogiada pela crítica e ganha uma adapatação para o cinema em 1985. A escritora falece em 9 de dezembro de 1977, aos 52 anos de idade, em decorrência de um câncer de ovário.

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