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Coutinho

Antônio Wilson Vieira Honório
11/6/1943, Piracicaba (SP)

Não se sabe de onde surgiu o apelido Coutinho. Apesar disso foi assim que ficou conhecido. É considerado o grande parceiro de ataque de Pelé, tendo juntos marcados a maioria dos gols no Santos no período de ouro do clube, entre 58 e 68.

Terceiro filho de cinco do casal Waldemar Honório e Antônia Pereira, Coutinho pegou gosto pelo esporte entre os sete e oito anos. Foi descoberto quando entrou em uma partida entre Santos e XV de Piracicaba (derrota por 4x0, todos os gols de Pelé) no final de 57. Os dirigentes santistas ficaram impressionados e levaram o garoto para o clube.

O jovem de 1,72m teve que disputar a vaga de centroavante com Pagão, na época titular incontestável do time. Sua estreia pela equipe foi em 17 de maio de 1958, menos de um mês antes de completar 15 anos. Conseguiu assumir a posição durante uma das muitas contusões de Pagão. Conquistou a torcida com sua habilidade para driblar em um espaço mínimo, e com as incríveis tabelas feitas com Pelé. Menos de um ano depois de chegar, marcava um dos gols que deram o primeiro Rio-São Paulo ao peixe.

Em primeira passagem no alvinegro santista conquistou seis campeonatos Paulistas (1960, 1961, 1962, 1964, 1965 e 1967) e duas Taça Brasil . Além disso, participou dos quatro grandes títulos da história do clube: As duas taças Libertadores da América e os dois Mundiais de Clubes.

Em 1962 contra o Benfica, dos oito gols feitos pela equipe brasileira, dois foram de Coutinho, Um no Maracanã e um no Estádio da Luz, em Lisboa. Já em 63 fez um dos gols na derrota no primeiro jogo contra o Milan (4x2).

Sendo um dos principais jogadores do melhor time na época foi convocado para a seleção brasileira pela primeira vez aos 16 anos, em uma partida contra o Uruguai. Enquanto esteve na equipe alvinegra disputou 15 jogos pelo Brasil e fez seis gols. Esteve também no grupo campeão do mundo no Chile em 1962, mas ficou na reserva de Vavá, que foi o titular na conquista. Sua passagem com a camisa amarela foi relativamente curta, sua última partida foi em 1965, contra a Hungria.

Sofreu com algumas lesões que o tiravam do time. Junto disso tinha um grande inimigo: excesso de peso, que crescia quando ficava longe dos gramados. Apesar de não desejar sair do Santos, foi emprestado para o Vitória em  1968.

Ficou apenas uma temporada na Bahia, fazendo seis gols pelo Rubro-negro. Começou a rodar o Brasil mas sem nunca recuperar a forma que o consagrou . Passou pela Portuguesa de Desportos, onde fez apenas um gol. Voltou ao Santos em 70 e ganhou o passe livre. Foi para o México onde jogou no Atlas. Voltou em 1971 para o Brasil onde jogou no Bangu e encerrou sua carreira em 1973 no Saad de São Caetano do Sul, clube que disputava a segunda divisão do Campeonato Paulista.

Grato pelos gols e passes que fez com sua camisa, o Santos o levou para a Vila Belmiro, com esperança que ensinasse aos jovens das categorias de base um pouco da técnica que possuía nos tempos como jogador. Chegou a conquistar alguns títulos com o time juvenil como o estadual em 1980.

Em 1981 foi convidado para treinar a equipe principal do alvinegro. Sem uma campanha de destaca saiu do alvinegro e só voltou ao futebol em 1985 dirigindo o clube mineiro Valeriodoce  .

Começou a dirigir diversos times de pouca expressão. Passou por Comercial, Santo André, São Caetano e Bonsucesso. Seu último clube foi o Santos em 1995.

Com experiência em lidar com crianças, passou a trabalhar como diretor do projeto “Mais Esporte” da prefeitura de São Paulo que visa a inclusão de crianças carentes por meio do esporte.  É o terceiro maior artilheiro da história do Santos.

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