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Dilma Rousseff

Dilma Vana Rousseff
14/12/1947, Belo Horizonte (MG)

Filha de um imigrante búlgaro e de uma professora mineira, iniciou os estudos no colégio católico Nossa Senhora de Sion. Cursou o ensino médio no Colégio Estadual Central e, com apenas 16 anos, tornou-se militante ativa da Política Operária (Polop), uma organização marxista de tendência trotskista. Em 1967, começou a cursar economia na Universidade Federal de Minas Gerais e tornou-se membro do Comando de Libertação Nacional (Colina), uma organização de esquerda que promovia a luta armada contra o regime militar e que divergia do Partido Comunista Brasileiro (PCB). Na época, a desconfiança em relação ao liberalismo, a violência da ditadura e os modelos guerrilheiros da revolução cubana e das lutas pela autonomia no Vietnã e na Argélia foram essenciais para fortalecer entre a juventude de esquerda a ideia de que a resistência armada era necessária.

Em 1969, a Colina se integrou a outra organização de guerrilha, a VPR (Vanguarda Popular Revolucionária), formando a VAR-Palmares (Vanguarda Armada Revolucionária Palmares). Nessa época, a organização foi responsável pelo roubo de um cofre que teria pertencido ao ex-governador de São Paulo, Adhemar de Barros, embora os detalhes da operação sejam disputados. As ações da guerrilha foram caracterizadas, ainda, por roubo de armas de militares vinculados ao regime. Dilma foi presa no dia 16 de janeiro de 1970, tendo sida torturada pela Oban (Operação Bandeirantes), organização militar responsável por  transgressões aos direitos humanos. Mais tarde, a militante foi enviada para o Dops e foi condenada várias vezes até conseguir a soltura em 1973.

Ainda em 1973, Dilma mudou-se para Porto Alegre e retomou os estudos na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Dois anos depois, começou a trabalhar como estagiária na Fundação de Economia e Estatística (FEE) do Rio Grande do Sul. Nessa época, vivia com Carlos Franklin Paixão de Araújo, com quem teve a filha Paula Rousseff Araújo. Em 1979, participou da campanha pela anistia e ajudou a fundar o Partido dos Trabalhadores (PDT). Em 1986, foi chamada para ocupar o cargo de Secretária da Fazenda pelo prefeito da capital gaúcha, Alceu Collares. Entre 1991 e 1993, Dilma presidiu a Fundação de Economia e Estatística do Rio Grande do Sul e, após a eleição de Alceu Collares para o governo do Rio Grande do Sul, foi convidada a se tornar secretária de Energia, Minas e Comunicações do estado.

Em 1998, Dilma iniciou seu doutorado na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e participou da campanha do PDT e do Partido dos Trabalhadores (PT) pelo governo do estado do Rio Grande do Sul. Com a eleição de Olívio Dutra, Dilma foi mais uma vez secretária de Energia, Minas e Comunicações. Em 2000, abandonou o PDT para se filiar ao PT. Em 2002, foi convidada para participar da equipe de transição entre os governos Lula e FHC e se tornou ministra de Minas e Energia do primeiro governo Lula. Nesse período, elaborou programas como o Luz para Todos, promoveu a utilização do biodiesel como matriz energética e estabeleceu regulamentações para o setor.

Em 2005, Dilma foi escolhida pelo então presidente Lula para se tornar chefe da Casa Civil. Nessa função, Dilma participou da elaboração de programas como o programa de habitação popular Minha Casa, Minha Vida e o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Candidatou-se à presidência em 2009, sendo lançada com o apoio do presidente Lula. Foi eleita a primeira mulher presidente do Brasil com quase 56 milhões de votos em 2010, tendo derrotado o candidato do PSDB, José Serra.

Os primeiros meses do governo Dilma assistiram a continuidade da política econômica bem sucedida de controle à inflação. O PIB cresceu e o desemprego caiu. Ao contrário do governo Lula, o governo Dilma decidiu ser mais crítico em relação a regimes como o Irã, mas foi criticada por sua omissão em relação aos direitos humanos em Cuba. Muitos de seus ministros se envolveram em casos de corrupção e acabaram caindo dos cargos num processo que vem sendo chamado de “faxina”. Foram denunciados os ministros de Esporte,Cidades, Turismo, Agricultura, Transportes e Casa Civil.

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