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Elvis Presley

Elvis Aron Presley
8/1/1935, East Tupelo (EUA) – 16/8/1977, Memphis (EUA)

Considerado o símbolo da revolução cultural dos anos 50, Elvis não nasceu no glamour que acostumou a viver após fazer sucesso. Sobrevivente de um parto de gêmeos (seu irmão Jesse Garon morreu ao nascer), foi criado em uma situação de pobreza. A casa onde passou a infância era pequena, feita pelo seu pai Vernon, seu tio e seu avô. O primeiro contato com a música aconteceu nesse período onde o jovem ouvia e cantava as músicas do coral da igreja frequentada com a mãe.

Seu pai acabou preso por falsificar um cheque, e a casa foi tomada. Nesse período Elvis foi com a família morar junto dos avós paternos. Voltou a morar com o pai em 1939 e passaram um período vivendo em diversas cidades em casas de aluguel. Aos 10 anos e já demonstrando interesse pela música ganhou de seus pais um violão. Nessa época teve os primeiros contatos com algumas de suas influências como a música country (conheceu frequentado uma rádio local onde havia um programa que misturava o estilo com comédia) e o Blues, dominado pelos negros naquele tempo.

Apesar do interesse pela música e a participação em alguns concursos, as dificuldades levaram Elvis para outros caminhos. Foi motorista de caminhão antes de fazer sua primeira gravação, em 1953. Foi um compacto experimental na Sun Records (em Memphis). O jeito e a voz do rapaz impressionaram o dono do local, Sam Philips, famoso na época por revelar diversos artistas. Entrou no estúdio no ano seguinte ao lado do guitarrista Scotty Moore e o baixista Bill Black. Em um intervalo encontraram um ritmo novo, que assim que saiu do estúdio conquistou o público, fazendo sucesso nas rádios locais.

Seu primeiro disco “All Right Mamma” vendeu 7 mil cópias na primeira semana. Com o sucesso em crescimento, não permaneceu muito tempo na pequena Sun Records, assinado em 1955 um contrato com a RCA. Quem intermediou o negócio foi Tom Parker, conhecido como “coronel” Parker, e que ajudou a construir o ídolo. Seu primeiro álbum com a RCA foi “Heartbreaker hotel” e vendeu 1 milhão de cópias.

No mesmo ano estrearia em Hollywood no filme “Love me Tender”. Com o requebrado, conquistava jovens e chocava conservadores. Chegou a ter sua cintura censurada no “The Ed Sullivan Show” já que seus movimentos pélvicos eram considerados atrevidos demais para a audiência do programa. Em 1957 adquiriu a mansão de Graceland, onde viveu até o final de sua vida.

Em 1958 foi convocado pelo exército americano. Nesse período teve um grande golpe em sua vida com o falecimento de sua mãe. Passou dois anos servindo na Alemanha. Lá conheceu Priscilla Beaulieu, enteada de um oficial.  Casou-se com ela em 1962 em Las Vegas. Tiveram uma filha, Lisa Marie e se divorciaram em 1973.

Quando voltou para os Estados Unidos continuou gravando e realizando shows. Foi também um período de sucesso de Elvis no cinema. Entre 1960 e 1965 filmou todo tipo de gênero, dramas, musicais e faroestes.

Os anos seguintes marcariam uma virada na carreira do astro. Por algum tempo os fãs só puderam ver no cinema. Coronel Parker achava melhor para imagem de Elvis ficar longe do público. Voltou a se apresentar apenas em 1969 no Hilton Hotel em Las Vegas, bastante acima do peso e já mostrando o avanço da idade.  Suas músicas, antes marcadas pela rebeldia, passaram a ser mais melódicas e açucaradas.

Continuou realizando shows que quebravam recordes de público. Apesar de já ter alguns problemas de saúde (chegando a tomar diversos remédios), sua carreira continuou crescendo e angariando mais fãs. Sua última apresentação foi em 1977, no dia 26 de junho no Market Square Arena em Indianapolis, Estados Unidos.

Duas semanas depois, foi encontrado morto no banheiro de sua mansão em Memphis. A causa oficial da morte foi arritmia cardíaca, mas houve diversas especulações sobre overdose de drogas e remédios. Instantaneamente uma enorme comoção tomou os fãs, que até hoje frequentam sua casa para prestar homenagens ao “Rei do Rock”. Ao longo de sua carreira, participou de 33 filmes e gravou mais de 50 álbuns. Suas músicas serviram para inspirar diversas gerações de artistas e fãs.

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