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Erasmo Carlos

Erasmo Esteves
5/6/1941, Rio de Janeiro (RJ)

O interesse pela música surgiu com a chegada do rock ao Brasil, em meados dos anos 1950. Aprendeu a tocar violão inicialmente com Tim Maia, com quem se reunia junto a outros novos artistas no Bar Divino. Após assistir a um concerto do músico norte-americano Bill Haley e sua banda, formou o conjunto Snakes, do qual faria parte também Roberto Carlos. No início da década de 1960, o grupo vocal dirigido por Carlos Imperial apresenta-se em diversos programas de rádio e de televisão, assinando contrato com a gravadora Mocambo. Após o lançamento do único LP da banda, Só Twist (1961), torna-se crooner do conjunto Renato & seus Blue Caps. Em 1962, o novo grupo lança seu primeiro LP, Twist (1962), contendo a música “Eu quero twist”, de sua autoria. Nesse período tem início a lendária parceria entre Roberto e Erasmo, e o músico torna-se compositor de diversos artistas, criando versões para o português de músicas como “Splish Splash”, grande sucesso da época.

Após a influência do rock na década de 50 e do twist no início da década de 1960, o novo ritmo que passa a dominar as paradas de sucesso no Brasil é o iê-iê-iê. Agrupando influências do pop britânico que ganhava força com a beatlemania, rapidamente alcança popularidade entre o público jovem brasileiro. Em 1965, a TV Record lança o programa Jovem Guarda e impulsiona a carreira de Erasmo, agora conhecido como “Tremendão”, e também de Roberto Carlos e Wanderléa. “Quero que tudo vá pro inferno”, música daquela parceria, torna-se o hino do novo movimento musical. Naquele mesmo ano, Erasmo Carlos lança seu primeiro LP solo, A Pescaria, trazendo hits como “Terror dos namorados” e “Festa de Arromba”. Durante o período em que permanece na apresentação do programa Jovem Guarda, lança os LPs "Você me acende" (1966), "O Tremendão" (1967), no qual obtém grande sucesso com a canção “Vem quente que eu estou fervendo”, e Erasmo Carlos (1968). Em 1968, faz sua estreia no cinema, com o filme "Roberto Carlos em ritmo de aventura", e também atua em Roberto Carlos e "O Diamante Cor-de-rosa" (1969), "A 300 km por hora" (1970), e "Os Machões" (1971), pelo qual recebeu o troféu Coruja de Ouro de melhor ator coadjuvante.

A década de 1970 marca o seu contato com as novas tendências da MPB, das quais a Tropicália é a que mais o influencia, além da black music norte-americana. Grava Carlos, Erasmo (1971), com músicas de Caetano Veloso e Jorge Ben, além de outras feitas em parceria com Roberto Carlos, e Sonhos & Memórias 1941-1972 (1972). Em 1974, criou a Companhia Paulista de Rock, conjunto com o qual lança 1990 – projeto Salvaterra, no mesmo ano. O início dos anos 1980 marca o período de grande sucesso comercial do cantor, com o lançamento de "Erasmo Carlos Convida..." (1980), "Mulher" (Sexo Frágil) (1981) e "Amar Pra Viver ou Morrer de Amor" (1982). Após um período lançando discos com regravações, e cinco anos sem gravar novas canções, lança "Homem de Rua" (1992), que traz inclusive uma parceria com o ícone da geração dos anos 80, Renato Russo.

Em 1997, o cantor é homenageado no XVIII Prêmio Shell de Música Popular Brasileira, pelo conjunto da obra, ao lado de Roberto Carlos. No ano em que comemora 60 anos, lança "Pra falar de amor" (2001), o 22º disco da carreira, e também a gravação do show "Erasmo ao Vivo". No ano seguinte, comemora 40 anos de carreira com a caixa "Mesmo que seja eu", uma coletânea de todos os discos lançados entre 1971 e 1988. O artista recebe nova homenagem pelo conjunto da obra no 10º Prêmio Multishow de Música, em 2003. No ano seguinte, lança o álbum "Santa Música", contendo somente músicas inéditas. Dedica-se também a escrever um livro de memórias, “Minha fama de mau”, lançado em 2009. É indicado ao Grammy por seu álbum mais recente, "Rock n Roll" (2009), produzido por sua própria gravadora, a Coqueiro Verde Records, e atualmente vem realizando turnês de divulgação do novo disco.

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