ir para o conteúdo
Busca
Busca por data

Fellini

Federico Fellini
20/1/1920, Rimini (Itália) – 31/10/1993, Roma (Itália)

O cultuado cineasta italiano iniciou a carreira como desenhista e roteirista de esquetes de humor. Na infância, chega a trabalhar por um período como artista circense, no Circo Pierino. Muda-se para Florença aos 17 anos, onde trabalha como desenhista de histórias em quadrinhos na revista satírica 420, colaborando também com vinhetas para o periódico "La Domenica del Corriere". Conhecido como cartunista, faz retratos de famosos para o cine Fulgor. Em 1939, já em Roma, inicialmente faz caricaturas em restaurantes e cafés, e trabalha na redação da revista satírica Marco Aurelio. Durante a II Guerra Mundial, abre o ateliê Funny Face Shop, onde faz caricaturas militares. Escreve monólogos para o comediante Aldo Fabrizi e esquetes para o programa de rádio Cico e Pallina. A protagonista é interpretada por uma jovem até então desconhecida, Giuletta Masina, que se tornará a esposa de Fellini em 1943, e com quem iniciará uma parceira pessoal e profissional que durará pelo resto de suas vidas. Em 1945, conhece Roberto Rosselini, pai do neorealismo italiano, e o auxilia nas filmagens e no roteiro de Roma, Cidade Aberta (1945) e de Paisà (1946), ambos indicados ao Oscar de melhor roteiro. Escreve argumentos para cinema e se torna, ao lado do amigo e comediante Tullio Pinelli, um dos roteiristas mais solicitados, trabalhando para diretores como Pietro Germi e Alberto Lattuada.
 
Estreia como diretor em Mulheres e Luzes (1950), ao lado de Alberto Lattuada. Durante a década de 1950, dá início à carreira solo com Abismo de um Sonho (1952), filme que já traz as referências oníricas que farão parte do típico universo felliniano, e dirige alguns de seus filmes mais premiados. Os Boas Vidas (1953), indicado ao Oscar de melhor roteiro original, ganha o Leão de Prata no Festival de Veneza, feito repetido no ano seguinte, com o polêmico A Estrada da Vida (1954). O filme também recebeu o Oscar de melhor filme estrangeiro, em 1956, sendo a primeira das cinco estatuetas recebidas pelo cineasta ao longo de sua carreira. No ano seguinte, recebe o segundo Oscar, por Noites de Cabíria (1957), e a esposa Giulietta recebe o prêmio de melhor atriz no Festival de Cannes, por sua interpretação da prostituta que dá nome ao filme.

Na década de 1960, recebe a Palma de Ouro no Festival de Cannes por A Doce Vida (1960), com Marcelo Mastroianni e que teve Anita Ekberg protagonizando uma das cenas mais famosas da história do cinema, na sequência da Fontana di Trevi. Recebe o seu terceiro Oscar, por Oito e Meio (1963), no qual o cineasta produz uma profunda reflexão sobre a própria arte de fazer cinema. Dirige também Julieta dos Espíritos (1965) e Satyricon (1969), entre outros filmes, antes de receber mais um Oscar de melhor filme estrangeiro, por Amarcord (1973), a comédia dramática que remete a diversas recordações da infância vivida pelo cineasta. Durante a década de 1980, realiza Cidade das Mulheres (1980), filme que provocou uma série de reações feministas, E la nave va (1983) e Ginger e Fred (1985), última produção em que Giulietta é dirigida pelo marido. Nessa época também, retoma por um breve período a atividade de cartunista, ao realizar a graphic novel Viagem a Tulum (1986), e escreve o romance Giulietta (1989).

O último filme que dirige é A Voz da Lua (1990), uma adaptação do romance Poema de Lunáticos, de Ermanno Cavazzoni. Em 1993, recebe o Oscar especial pelo conjunto da obra. Alguns meses depois, sofre um aneurisma em Zurique, e seu estado de saúde começa a se agravar. Quando se preparava para iniciar as filmagens de Block Notes di um Regista L'Attore, sofre um derrame. Em outubro do mesmo ano, após comemorar antecipadamente as Bodas de Ouro com a esposa, sofre um ataque cardíaco e entra em coma, do qual não se recupera mais. Falece aos 73 anos, um dia depois de completar cinquenta anos de casado. Ao longo de sua premiada carreira, recebeu uma série de homenagens e condecorações, e é considerado um dos maiores cineastas da história.

Páginas selecionadas pelo Editor

PÁGINAS HISTÓRICAS

Proclamação da República

Veja essa e outras capas que marcaram época Proclamação da República

Acervo Estadão

Tópicos
ver todos