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Fernando Collor

Fernando Collor de Mello
12/8/1949, Rio de Janeiro (RJ)

Fernando Collor de Mello nasceu em família tradicional. O pai, Arnon de Mello, foi governador e senador de Alagoas, enquanto o avô Lindolfo Collor foi um dos líderes da Revolução de 1930. Estudou em colégios tradicionais do Rio de Janeiro e se formou em Ciências Econômicas. Assumiu, em 1973, o comando do jornal Gazeta de Alagoas, que pertencia à sua família em Maceió. Foi como prefeito que iniciou a carreira política em 1979, filiado à Aliança Renovadora Nacional (ARENA) no mesmo município. Três anos depois chegou ao cargo de deputado federal pelo Partido Democrático Social, o PDS.
Em 1986 foi eleito governador de Alagoas pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Foi durante esta gestão que ganhou a alcunha de “caçador de marajás”, graças ao programa de combate à corrupção de funcionários públicos que recebiam altíssimos salários. Três anos mais tarde candidatou-se à presidência da República pelo Partido da Renovação Nacional (PRN). Nas primeiras eleições diretas para presidente do Brasil, Luís Inácio Lula da Silva era o candidato do Partido dos Trabalhadores. Collor derrotou Lula no segundo turno. Ao assumir o cargo cargo decretou o Plano Collor para conter a inflação. Entre as medidas econômicas drásticas, estava o confisco de todo valor acima de 50 mil cruzados novos depositado em contas bancárias físicas e jurídicas. A medida havia sido sugerida pela então ministra da Economia, Zélia Cardoso de Mello.

A gestão de Collor esteve o tempo todo sob suspeitas de corrupção. Desde o começo da década de 1990 a corrupção vinha sendo denunciada pela imprensa. O cume das denúncias contra o presidente foi em abril de 1992, quando o irmão Pedro Collor revelou o chamado “esquema PC” de tráfico de influência e irregularidades financeiras, comandado pelo ex-tesoureiro da campanha, Paulo César Faria (o PC Faria). Foi temporariamente afastado da presidência em outubro do mesmo ano, devido a um processo de impugnação de mandato, o chamado impeachment, que estava sendo aberto na Câmara dos Deputados.

A reação às denúncias de corrupção pela sociedade foi o movimento “Caras-Pintadas”, organizado por estudantes brasileiros que objetivavam sua saída do poder. O nome da manifestação era uma referência às cores verde e amarela pintadas nos rostos dos estudantes.

Fernando Collor renunciou à Presidência em 29 de dezembro, antes mesmo que o processo de impeachment fosse aprovado. O então vice-presidente Itamar Franco assumiu o cargo. No entanto, o Congresso Nacional o julgou pelo crime de responsabilidade, tendo como consequência do julgamento a cassação de seus direitos políticos, deixando-o inelegível durante oito anos.

Ele tentou concorrer a prefeito de São Paulo nas eleições de 2000, mas o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) impediu sua candidatura. Disputou ainda, nas eleições de 2002, o governo de Alagoas, sendo derrotado pelo então governador Ronaldo Lessa. Em 2006 foi eleito senador do Estado e, em 2009, tornou-se presidente da Comissão de Infraestrutura do Senado Federal. Em 2010 foi candidato ao governo de Alagoas pelo PTB, mas perdeu a eleição para Teotônio Vilela Filho do PSDB.

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