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Fernando Henrique Cardoso

Fernando Henrique Cardoso
18/6/1931, Rio de Janeiro (RJ)

Iniciou os estudos no Colégio Paulista em 1940 e, três anos mais tarde, ingressou no Colégio São Paulo. Seu pai, Leônidas Fernandes Cardoso, era oficial do exército e deputado federal do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Também foi oficial de gabinete do ministro da Guerra da Era Vargas. Em 1949, Fernando se matriculou na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP). Em 1952, tornou-se professor de história econômica geral e do Brasil na Faculdade de Economia da USP. Em 1953, casou-se com Rute Vilaça Correia Leite, antropóloga também formada pela FFLCH.

Participou da campanha “O petróleo é nosso” e, pouco depois, tornou-se um dos mais jovens membros do Conselho Universitário da USP. Em 1955, tornou-se assistente do professor Florestan Fernandes, então responsável pela cátedra de sociologia da USP. Na primeira metade da década de 50, aproximou-se do marxismo, sem no entanto aderir ao Partido Comunista Brasileiro. Em 1961, adquiriu o título de doutor em ciências sociais, tendo se tornado membro do Centro de Sociologia Industrial e do Trabalho (Cesit) no ano seguinte. Entre 1962 e 1963, fez pós-graduação no Laboratoire de Sociologie Industrielle da Universidade de Paris e, nesse período, concluiu sua tese de livre-docência.

Após o golpe militar de 1964, Fernando Henrique foi perseguido pela polícia política, o que o obrigou a deixar o país. Partiu para o Chile, onde deu aulas e trabalhou na Comissão Econômica para a América Latina (CEPAL). No exílio, publicou “Dependência e desenvolvimento na América Latina” (1969) ao lado do sociólogo chileno Enzo Faletto. Em 1967, partiu para a França. Em 1968, regressou ao Brasil e foi aprovado em um concurso para professor catedrático. No mesmo ano, contudo, foi aposentado compulsoriamente pelo regime militar. Foi um dos fundadores do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap). Publicou artigos e proferiu numerosas palestras nos quais criticava o regime militar, tendo se filiado ao MDB em 1978 para concorrer às eleições para o Senado. Foi eleito suplente, participou das campanhas pela anistia e se filiou ao PMDB em 1979.

Em 1983, assumiu uma cadeira no Senado e, dois anos mais tarde, foi derrotado por Jânio Quadros ao concorrer pela prefeitura de São Paulo. Foi reeleito senador em 1986 e, poucos anos depois, ajudou a fundar o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). Foi ministro das relações exteriores (1992-1993) e ministro da fazenda (1993-1994) durante o governo Itamar Franco. Suas medidas como ministro incluíram processos de privatização, a elaboração do Plano Real e a criação do Fundo Social de Emergência. A sucesso de sua política de contenção à inflação foi capitalizado na campanha presidencial de 1994, na qual FHC obteve uma vitória segura contra Lula. Em 1999, o sociólogo foi reeleito presidente da República com cerca de 53% dos votos contra os pouco menos de 32% do adversário petista, Lula. A reeleição se tornou possível após a aprovação de uma emenda constitucional com este propósito em 1997.

Os governos de FHC foram marcados por uma positiva contenção da inflação, por privatizações de estatais e por programas sociais, como o Bolsa Escola e a Rede de Proteção Social. Realizou também reformas na previdência social e na administração pública. O governo enfrentou denúncias de corrupção, como a acusação de que o presidente teria favorecido um grupo financeiro no leilão da Telebras. O presidente também encaminhou projetos ao Congresso nos quais previa a indenização de familiares de desaparecidos políticos do regime militar. Em 2002, seu partido foi derrotado nas eleições presidenciais, tendo o presidente passado a faixa para Lula em 2003.

Fundou, em 2004, o Instituto FHC, lecionou em universidades estrangeiras e recebeu várias homenagens de instituições nacionais e internacionais. Publicou, entre outras obras, Capitalismo e escravidão no Brasil (1962), A construção da democracia (1993) e Relembrando o que escrevi: da reconquista da democracia aos dias atuais (2010).

Imortal. Em 27 de junho de 2013, o ex-presidente foi eleito para ocupar a cadeira nº 36 da Academia Brasileira de Letras (ABL). Fernando Henrique sucedeu o jornalista João de Scantimburgo. Na eleição da Academia, FHC recebeu 34 dos 39 votos possíveis.

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