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Freud

Sigismund Schlomo Freud
6/5/1856, Freiberg (República Tcheca) - 23/9/1939, Londres (Inglaterra)

Criado numa família judaica, recebeu o prenome “Schlomo”, alusão ao rei bíblico Salomão. Em 1860, sua família se fixa em Viena, na época capital do Império Austro Húngaro. Em 1865, é admitido no ginásio com um ano de antecedência e em 1873 é aprovado nos exames de conclusão do ensino secundário com excelentes notas. Matricula-se, então, na Universidade de Viena, onde passa a estudar medicina. Em 1875, viaja para Manchester e, no ano seguinte, elabora trabalhos sobre neurologia e fisiologia. Em Viena, estuda o sistema nervoso dos peixes e assiste as aulas de filosofia de Franz Brentano.

Em 1878, Freud inicia alguns estudos de neuropsiquiatria infantil. Um ano mais tarde, assiste às aulas do importante psiquiatra Theodor Meynert. Forma-se em medicina em 1881 e, pouco depois, conhece Martha Bernays, sua futura esposa. Em 1883, torna-se psiquiatra a serviço de Meynert. Em 1884, pesquisa sobre a cocaína, testando-a em si mesmo, e constata suas propriedades analgésicas. No ano seguinte, viaja para a França, onde inicia um estágio com o renomado neurologista Jean Martin Charcot.

Em 1886, Freud regressa a Viena, onde passa a atuar com médico. Torna-se diretor do Departamento de Neurologia e se casa com Martha Bernays, com quem teve seis filhos. Na mesma época, realizou palestras sobre histeria e traduziu algumas aulas de Charcot. Em 1887, muda-se para a França novamente e começa a praticar hipnose. Em 1890, escreve a obra “Tratamento psíquico” e, em 1891, instala um escritório em Viena.

Em 1892, Freud desenvolve um método de terapia segunda a qual o paciente deveria expor ao médico, por livre associação, tudo que lhe viesse à cabeça. Em 1893, Freud começa a se corresponder com Wilhelm Fliess, médico especialista em sexualidade, que viria a influenciar o pensamento de Freud acerca da psicologia. No mesmo ano, o médico austríaco publica “Comunicação preliminar” e “Estudos sobre histeria” ao lado de Josef Breuer, e elabora os conceitos de recalque e repressão. Em 1895, realiza a primeira interpretação de um sonho.

Em 1896, surge o termo psicanálise, que doravante designaria uma corrente de pensamento aparelhada pelos conceitos e pesquisas de Freud, e que se estabeleceria como um método de psicoterapia. Em 1898, Freud realiza uma conferência na qual expõe a predominância de traumas sexuais na formação de neuroses. No ano seguinte, é publicada “A interpretação dos sonhos”. Em 1902, é fundada a primeira sociedade psicanalítica do mundo, em Viena. Em 1905, o cientista publica “Três ensaios sobre a teoria da sexualidade”, “Fragmento da análise de um caso de histeria”, “Os chistes e sua relação com o inconsciente” e “A psicanálise e a determinação dos fatos nos processos jurídicos”. É também o ano em que conhece um de seus mais importantes discípulos, Carl Jung.

Em 1907, Jung funda a Sociedade Freud em Zurique. Nesse ano, Freud publica obras de relevo como “O esclarecimento sexual das crianças”, “Atos obsessivos e práticas religiosas” e “Delírios e sonhos na Gradiva de Jensen”. Em 1909, viaja para os Estados Unidos e realiza múltiplas palestras sobre psicanálise. Em 1911, Freud elabora o conceito de narcisismo e, no ano seguinte, publica “O manejo da interpretação de sonhos na psicanálise”, “Totem e tabu” e “Uma nota sobre o inconsciente na psicanálise”. Em 1915, publica mais uma série de obras decisivas, como “As pulsões e suas vicissitudes”, “O inconsciente” e “Recalcamento ou Repressão”. Entre 1921 e 1923, publica “A dissolução do complexo de Édipo”, “Psicologia das massas e análise do eu” e o “Eu e o isso”.

Entre 1933 e 1939, a psicanálise é considerada uma ciência judaica subversiva na Alemanha, e é censurada pelos nazistas. Em 1938, com a anexação da Áustria pela Alemanha, Freud fixa residência em Londres, fugido do nazismo. Morre no ano seguinte, devido ao agravamento de um câncer de mandíbula. Entre suas obras finais, encontram-se clássicos como “O mal-estar na civilização” (1929), “Sexualidade feminina” (1931) e “Moisés e o monoteísmo” (1939).

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