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Gabriel Garcia Marquez

Gabriel José García Márquez
6/3/1928, Aracata (Colômbia) - 17/4/2014, Cidade do México (México) 


O vencedor do Prêmio Nobel de Literatura passou sua infância no povoado que serviu de referência para a história mágica de sua obra-prima, o romance 'Cem Anos de Solidão'. Filho de um pai conservador, foi criado na caso dos avós maternos, de quem recebe influências para o seu futuro literário: o avô, Nicolás Márquez Mejía, era um coronel veterano da Guerra dos Mil Dias que narrava para o menino suas aventuras militares, enquanto a avó, Tranquilina Iguarán Cotes, transmitia as superstições e o imaginário fantástico por meio de lendas e fábulas. Nas aulas do curso primário, conhece o professor de literatura que desempenharia importante papel em sua trajetória, Carlos Julia Calderón Hermida, a quem dedicou o romance 'O Enterro do Diabo' (1955). Na adolescência, lê  William Faulkner, Virgínia Woolf, Ernest Hemingway e Franz Kafka.

Ingressa no curso de Direito da Universidade Nacional da Colômbia, sem nucna ter se graduado, e inicia a carreira jornalística no El Universal, jornal liberal de Cartagena, e em seguida mantém uma coluna no jornal El Heraldo, de Barranquilla, onde escreve sob o pseudônimo 'Septimus'. Mas consagra sua carreira na redação do El Espectador, tornando-se o primeiro crítico de cinema do jornalismo daquele país. Ali publica os primeiros contos: 'La tercera resignación', e 'Eva está dentro de su gato', ambos em 1942. Realiza diversas viagens internacionais como correspondente do jornal, e recolhe suas experiências no romance 'O enterro do diabo: a revoada' (1955).

No final da década de 1950 vive durante seis meses em Cuba e em seguida muda-se para Nova York, dirigindo a Prensa Latina, uma agência de notícias cubana. Sua amizade com Fidel Castro levou a uma indisposição do governo americano, que lhe negou reiteradamente os pedidos de visto para entrada no país em anos posteriores. A década de 1960 é de intensa produção literária. Já morando na Cidade do México, García Márquez começa a escrever roteiros para o cinema. Publica 'Ninguém Escreve ao Coronel' (1961), 'O Veneno da Madrugada' (1962), pelo qual ganhou um prêmio nacional de literatura na Colômbia, e contos reunidos no livro 'Os Funerais da Mamãe Grande' (1961). 'Cem Anos de Solidão', o romance que o consagrou como um dos mais importantes escritores da literatura contemporânea mundial, levou uma década para ser pensado e cerca de dezoito meses para ser escrito, sendo publicado pela primeira vez em 1967.

Após o reconhecimento internacional, muda-se para Barcelona durante a ditadura franquista, e permanece na cidade espanhola até 1975, com temporadas na Colômbia, México e Cuba. O caudilhismo e as ditaduras hispano-americanas são o mote do satírico 'O Outono do Patriarca' (1975). Nessa época, o escritor declara que só voltaria a publicar um novo livro quando o ditador chileno Augusto Pinochet fosse deposto, mas reavalia sua decisão em 1981, quando publica 'Crônica de uma morte anunciada'. Nesse mesmo ano, o escritor pede asilo político no México e, meses depois, recebe do presidente francês François Miterrand, seu amigo pessoal, a ordem de comendador da Legião de Honra, uma das mais importantes condecorações da França. Em 1982, recebe o Prêmio Nobel de Literatura. Durante a década de 1980 continua escrevendo e publicando novos contos, antologias e romances, dentre eles 'O Amor nos Tempos do Cólera' (1985), adaptado para o cinema mais de vinte anos depois.

Na década de 1990, funda com o irmão a Fundação Novo Periodismo Ibero-americano (FNPI) e publica 'Doze Contos Peregrinos' (1992), 'Do amor e outros demônios' (1994) e 'Notícias de um sequestro' (1996), sobre o narcotráfico colombiano. Diagnosticado com um câncer linfático em 1999, retornou ao jornalismo, dirigindo a revista colombiana Cambio, fechada em 2010. Suas últimas obras publicadas foram o livro de memórias 'Viver para Contar' (2002) e o polêmico 'Memória de minhas putas tristes' (2004).

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