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Gal Costa

Maria da Graça Penna Burgos Costa
26/9/1945, Salvador (BA)

A cantora Maria da Graça Penna Burgos Costa, ou simplesmente Gal Costa, nasceu em Salvador, na Bahia, em 26 de setembro de 1945, já destinada a brilhar nos palcos com sua bela voz. A família incentivou sua vocação de cantora desde pequena. Filha de pai que tocava violão, Gal Costa tocava e cantava em festas de escola desde os 15 anos de idade.

Em 1963 conheceu Caetano Veloso por intermédio da amiga e vizinha Dedé Gadelha e participou de um show com ele, usando o nome de Maria da Graça. O palco do Teatro Vila Velha, em Salvador, foi dividido ainda com Gilberto Gil, Maria Bethânia e Tom Zé. Em 1965, depois de outras apresentações, gravou uma faixa (Sol Negro) no primeiro LP de Maria Bethânia.

Mudou-se para São Paulo, participou de shows e, por sugestão do empresário Guilherme Araújo, adotou seu pseudônimo definitivo. A tímida Gracinha, como era carinhosa chamada pelos amigos, soltou a voz para participar do 1.º Festival Internacional da Canção, em 1966, defendendo a música Minha Senhora, de Gilberto Gil e Torquato Neto. Não obteve o primeiro lugar no concurso, mas mesmo assim saiu vencedora: foi convidada por Roberto Menescal a gravar o seu primeiro LP ao lado de Caetano. Com a explosão da Tropicália em 1968 tornou-se a musa do movimento e continuou sendo uma afinadíssima extensão do gênero de Caetano e Gil, quando ambos foram forçados ao exílio em Londres.

De visual agressivo e esteticamente radical, Gal Costa foi reconhecida como uma das grandes cantoras do País. No final da década de 1970, sempre impecavelmente afinada, começou a amenizar seu estilo, a buscar plateias mais amplas, conservadoras, e a entronizar-se como grande vendedora de discos e superstar da MPB.

Gal Costa protagonizou, em 1971, o espetáculo Ta-tal, Gal a todo vapor, considerado um dos melhores shows de sua carreira. Registrado num disco ao vivo Fa-tal vendeu 10 mil cópias em menos de 15 dias, número significativo para o mercado fonográfico da época.

A ousadia da cantora continuaria dois anos depois, quando realizou um ensaio fotográfico com os seios a mostra, para a contracapa do seu sexto LP Índia. Nada que superasse a polêmica causada pelos seios exibidos no show O sorriso do gato de Alice, apresentado em 1994 com a direção do também polêmico Gerald Thomas.

Em 2015, para comemorar os 50 anos de sua carreira, lançou o disco Estratosférica com canções inéditas que mostram um lado mais jovial e até roqueiro da cantora. Gal sempre foi assim: ousada, mutante, polêmica.

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