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Graham Bell

Alexander Graham Bell
3/3/1847, Edimburgo (Escócia) – 2/8/1922, Nova Escócia (Canadá)

Proveniente de uma família especializada na correção da fala e no treinamento de surdos-mudos por meio da linguagem dos sinais, o jovem inventor tinha a grande preocupação de criar aparelhos que facilitassem o aprendizado dos indivíduos com esse tipo de deficiência. Seu pai, Alexandre Melville Bell, foi o criador do “alfabeto ou fala visível”, método de comunicação utilizado até hoje, e também autor do livro "Dicção ou Elocução Padrão".
Com apenas 14 anos de idade, construiu com os dois irmãos uma reprodução do aparelho fonador. Após concluir o curso ginasial e assistir a algumas aulas como ouvinte na Universidade de Edimburgo, muda-se para Londres, para cursar a University College. Durante o ano em que ficou ali morando com o avô, aprofunda o interesse pela música que já havia despertado por intermédio da mãe, a cantora e pianista Eliza Grace Symonds, que ficara surda ainda jovem.

Seu primeiro trabalho é como professor de educação musical e dicção numa escola de Elgin, cidade localizada no condado de Moray, na Escócia. Os primeiros estudos sobre a surdez têm início em 1864, quando se torna mestre-residente na Academia Weston, na mesma cidade. No final da década de 1860, quando trabalhava como assistente do pai em Londres, sofre a perda dos dois irmãos, vitimados pela tuberculose, e a família passa por dificuldades financeiras, o que os motiva a mudarem-se para o Canadá. Após um ano vivendo em Brantford, na província de Ontário, muda-se para Boston, aos 24 anos, onde divulga os métodos do pai por meio de aulas e palestras, e estuda eletricidade, desenvolvendo uma série de projetos acústicos.

Em 1872, abre sua própria escola para treinamento de surdos-mudos e publica "O pioneiro da fala visível". No ano seguinte, começa a dar aulas de Fisiologia da Voz na Universidade de Boston, onde conhece a aluna Mabel Gardiner Hubbard com quem se casa alguns anos mais tarde. É nessa época que conhece o reparador mecânico e eletricista Thomas Watson, que se tornará o modelista de seus aparelhos auditivos e com quem trabalhará durante muitos anos.

Entre 1872 e 1875, Graham Bell dedica-se a um projeto que permitisse a transmissão simultânea de diversas mensagens por um único fio, a que ele chama de “telégrafo harmônico”. No mesmo período, enquanto tenta alcançar esse objetivo utilizando-se da acústica, o inventor Elisha Gray, pesquisador da Faculdade Oberlin, de Chicago, busca a solução por meio da aplicação da corrente elétrica. Na primavera de 1875, após falar sobre seu projeto com o professor Joseph Henry, diretor do Instituto Smithsoniano, é orientado a aprofundar seus conhecimentos em eletricidade, o que permitiria que o inventor avançasse em seus experimentos. O projeto é suspenso temporariamente em virtude de problemas financeiros, até que um comerciante de couros em Boston, Thomas Sander, pai de um de seus alunos, além de Gardiner Greener Hubbard, que viria a se tornar seu sogro, oferecem o auxílio necessário para continuar as experiências. Em 14 de fevereiro de 1876, Bell e Gray, coincidentemente, ingressam com um pedido de patente. O inventor escocês, no entanto, obtém uma pequena diferença de duas horas na primazia do registro. Sua patente é deferida no mês seguinte, sob n.º 174.465, e é considerada a patente mais valiosa da história.

Naquele mesmo ano, em exposição comemorativa do centenário da independência norte-americana, realizada na Filadélfia, mostra o seu invento a diversos membros da comunidade científica e importantes personalidades políticas, dentre elas o Imperador D. Pedro II. A repercussão de seu invento é imediata, e Bell inicia a exploração comercial do telefone, por meio da Bell Associates, tendo como concorrente a gigante Western Union Telegraph, que comprara as patentes de Elisha Gray e Thomas Edison. Realizou a primeira ligação interurbana em novembro de 1876, e a primeira transcontinental em 1915. Quando faleceu, vítima de complicações em decorrência da diabete, os telefones dos Estados Unidos silenciaram durante um minuto, em sinal de luto em sua homenagem.

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