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Guga

Gustavo Kuerten
10/9/1976, Florianópolis (SC)

Começou a jogar tênis influenciado pelo pai, Aldo Kuerten, que praticava o esporte de forma amadora. Perdeu seu maior incentivador muito cedo, aos oito anos de idade. Quem acabou convencendo a família que o jovem tinha talento para ser um dos grandes profissionais no tênis foi o técnico que o acompanharia por grande parte de sua carreira, Larri Passos.

Conquistou diversos títulos como amador. Apareceu pela primeira vez como destaque na Copa Davis, quando ajudou a equipe brasileira a bater a Áustria e se classificar para a divisão de elite da competição. Terminou o ano de 1996 como o segundo melhor tenista brasileiro, atrás apenas de Fernando Meligeni.

Não estava nem entre os 50 melhores tenistas do mundo quando estreou no Torneio de Roland Garros em 1997. Surpreendendo a todos que ainda não conheciam sua técnica, chegando à final, quando bateu o espanhol Sérgio Bruguera e tornou-se o primeiro brasileiro a vencer um Grand Slam nas simples. Foi o início da “gugamania”. A vitória no torneio ajudou a popularizar o esporte no Brasil e fez Guga conquistar milhares de fãs.

No mesmo ano chegou pela primeira vez ao “top 10” mundial, após vencer Michael Chang nas quartas e avançar para a final do Master Series de Montreal.

O ano de 1998 foi de instabilidade para o tenista, chegando apenas às quartas de final do Master de Miami e caindo para a 23 posição no ranking da ATP. No torneio que o consagrou no ano anterior, Roland Garros, também não foi bem, sendo desclassificado por Marat Safin.

O ano seguinte foi bem melhor para sua carreira. Em maio venceu o Master Series de Roma e voltou a figurar entre os dez melhores do mundo. Em setembro, após as quartas do US Open, entrou pela primeira vez para a elite do tênis, ficando entre os cinco grandes tenistas do mundo. Chegou a alcançar o “top 3” na semana da primeira participação no Masters Cup em Hannover.

Seu grande momento no esporte começou em 2000. Em junho foi campeão pela segunda vez de Roland Garros, vencendo o sueco Magnus Normam por 3x1. Em agosto chegou à segunda colocação do ranking após a semifinal em Cincinnatti e se tornou o melhor tenista do mundo em dezembro, após ser o campeão no Master de Lisboa.

Conquistaria o tri em Roland Garros em 2001, quando bateu o espanhol Alex Corretje por 3x1. Ganha ainda os Master de Monte Carlo, Roma Cincinnatti e chegou ao Master de Sidney como número 1 do mundo. Permaneceu no “top 1” por 44 semanas.

Em 2002 sofreu a primeira cirurgia no quadril, em fevereiro. Era o começo do declínio de sua carreira. No ano chegou a cair para 55º posição no ranking, terminado na 40ª posição após ser campeão no Sauípe.

Teve boas apresentações em 2003, chegando na final do Indian Wells e conquistando o ATP de São Petersburgo. Chegou a ficar na em 20º do mundo, mas após os títulos termina como 16º. No ano seguinte conquistaria o último título de sua carreira, na Costa do Sauípe. Realizou em setembro a segunda cirurgia no quadril.

A má fase em sua carreira junto com as contusões refletiram na relação com o técnico Larri Passos. A parceria de 15 anos foi encerrada em março de 2005 (viria a ser retomada no ano seguinte) devido a decisões diferentes a respeito da recuperação do tenista.

Passou um ano e cinco meses sem vencer, quebrando o jejum no Brasil (Costa do Sauípe) ao vencer Filipo Volandri em fevereiro de 2007. Em janeiro de 2008 anunciou sua turnê de despedida, deixando definitivamente as quadras no torneio de Roland Garros. Na ocasião recebeu um troféu com as camadas de uma quadra de saibro em homenagem a sua carreira.

Foi o primeiro sul americano a alcançar o posto de número 1 do mundo. Hoje dedica-se à Fundação Gustavo Kuerten que trabalha a inclusão de deficientes (seu irmão, Guilherme, falecido em 2007, tinha problemas mentais e físicos) por meio do esporte. Já beneficiou mais de 32 mil pessoas  em Santa Catarina e atual em 139 municípios. Em seu tempo livre surfa e torce para seu time de coração, o Avaí, sendo constantemente visto no Estádio da Ressacada.

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