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Gylmar

Gilmar do Santos Neves
22/8/1930, Santos (SP) - 25/8/2013, São Paulo (SP)

Não é qualquer jogador que consegue ser um dos maiores jogadores da seleção de seu país ainda se tornar um dos melhores em sua posição em dois grandes clubes rivais de seu país. Gilmar é um dos grandes goleiros da história do Corinthians e o mais vitorioso no Santos. Foi na cidade do alvinegro da baixada que começou a jogar futebol, no pequeno Jabaquara.

Foi praticamente descartado no clube quando em 1950 foi o pior do Campeonato Paulista (Gilmar foi o goleiro mais vazado, sofrendo 57 gols). Quando o alvinegro da capital se interessou pelo médio Ciça, o Jabaquara enviou junto para São Paulo seu goleiro.

O Corinthians teve um ano de 1951 excepcional. Foi campeão paulista fazendo 103 gols em 28 partidas tendo em seu ataque Cláudio, Luizinho, Baltazar e Carbone. Entretanto para o novo goleiro da equipe o ano foi ruim. Em um time que vivia uma lua de mel com a torcida, Gilmar foi considerado o principal culpado na principal derrota do clube na temporada: 7 x 3 para a Portuguesa no Pacaembu, perdendo o lugar de titular para Cabeção.

Ele voltaria à posição somente em 1952, durante uma excursão do alvinegro pela Europa. Foi titular no bi paulista no mesmo ano e iniciou uma carreira no Parque São Jorge recheada de conquistas e que duraria 10 anos. Com a camisa do Corinthians conquistou ainda o Paulista de 1954 (o chamado IV Centenário) e o Torneio Rio-São Paulo nos anos de 53 e 54.

Com as grandes defesas que fazia no clube paulista foi convocado para a seleção brasileira. Sua estreia  foi em 01 de março de 1953 na goleada por 8x1 sobre a Bolívia. Assumiu o posto de camisa 1 do Brasil e foi titular na Copa do Mundo de 1958 conquistando seu primeiro Mundial.  Foi no mesmo ano que descansando na cidade de Águas de Lindoia conheceu sua esposa, Rachel (casaram-se em 1960, apesar do pai da moça que não gostava da ideia de ver a filha com um jogador de futebol). Apesar da fama de galã e do assédio que sofria, Gilmar só se casou uma vez.

Em 1961 foi negociado com o time do Santos, deixando o Parque São Jorge magoado, acusado pelo presidente corintiano Wadih Helou de “fazer corpo mole” para forçar uma transferência. Chegou em um time já campeão que contava com craques como Pelé, Pepe e Coutinho.

Logo no seu ano de estreia conquistou o bi campeonato paulista com a equipe (conquistaria o torneio mais cinco vezes com o clube da baixada: 62,64,65, 67 e 68). Entretanto os maiores títulos de sua carreira estavam por vir. No ano seguinte conquistou dois mundiais. Um com o Santos, que venceu a Libertadores da América e obteve o direito de enfrentar o Benfica, campeão europeu (duas vitórias brasileiras: 3x2 no Maracanã e 2x5 em Portugal).Como titular da seleção brasileira foi ao Chile onde levantou a Taça do Mundo pela segunda vez.

Conquistaria ainda em 1963 o quarto mundial, novamente com o alvinegro santista. Desta vez o adversário foi o Milan, que não fez frente ao esquadrão brasileiro. Gilmar conquistou ainda com a camisa do Santos três torneios Rio-São Paulo e um Roberto Gomes Pedrosa (1968).

Com o Brasil disputou ainda a Copa do Mundo da Inglaterra, em 1966. Revezou a posição de titular com Manga. Se tornou um dos jogadores que mais vestiu a camisa da seleção com 102 jogos e  72 vitórias. Sua última partida pelo selecionado brasileiro foi no dia 12 de junho de 1969, na vitória por 2x1 sobre a Inglaterra.

No mesmo ano abandonou o futebol. Se tornou um empresário do ramo automotivo sendo proprietário de uma concessionária. Continuou por algum tempo trabalhando no mundo esportivo chegando a ser presidente do Sindicato de Atletas Profissionais.

Em 2000 assumiu a Secretaria Municipal de Esportes a convite do prefeito Régis Fernandes de Oliveira (que substituía Celso Pitta, afastado por irregularidades). No dia 16 de junho Gilmar sofreu um derrame cerebral. O acidente o deixou com a metade direita do corpo paralisada. Desde então viveu auxiliado pela mulher e pelos dois filhos.

Morreu vítima de um enfarte em 25 de agosto de 2013, três dias depois de completar 83 anos.

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