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Henry Ford

Henry Ford
30/7/1863, Greenfield Township (EUA) – 7/4/1947, Fair Lane (EUA).

De ascendência irlandesa, demonstrou desde cedo um considerável interesse por carros e mecânica. Passava uma grande porção de seus dias numa oficina organizada por sua própria iniciativa. Frequentou a escola apenas até os 15 anos, quando foi contratado pela oficina de James F. Flower e Irmãos, localizada em Detroit. Nessa função, aprendia a ser maquinista. Trabalharia também, mais tarde, na fábrica da Detroit Dry Dock Company. Em seu tempo livre, dedicava-se ao conserto de relógios, atividade que lhe proporcionava um profundo prazer.

Em 1882, retornou para à terra natal e, depois, passou a trabalhar como mecânico, consertando máquinas a vapor no sul de Michigan. Foi contratado como técnico pela Edison Illuminating Company of Detroit em 1891, tendo sido promovido a engenheiro chefe desta companhia em novembro de 1893. Em abril de 1888, casou-se com Clara J. Bryant, com quem teve um filho, Edsel Bryant Ford, nascido cinco anos depois. Em 1893, Ford construiu seu primeiro modelo de motor a gasolina. Três anos depois, concluiu seu primeiro modelo de automóvel, montado a partir de seu motor a gasolina, uma carroçaria e rodas de bicicleta.

Em agosto de 1889, criou sua própria sociedade, a Detroit Automobile Company, após deixar o cargo de engenheiro chefe na Edison Illuminating Company. Mais tarde, Ford passou a montar carros de corrida que, além de baterem recordes, atraíram a atenção de investidores para a sua sociedade, permitindo que o jovem engenheiro lançasse, em 1903, a Ford Motor Company. O primeiro carro produzido pela empresa foi vendido no dia 23 de julho de 1903. Em 1906, Ford se tornou presidente e proprietário da empresa. Em 1908, surgiu seu célebre modelo T e, em 1913, as revolucionárias técnicas de montagem fordista permitiram que o carro atingisse um custo de apenas 500 dólares.

Em 1919, o mecânico e seu filho adquiriram as ações minoritárias da empresa, chegando a ser, desta forma, únicos proprietários. O empresário tinha uma filosofia industrial simples, que consistia em padronizar os produtos, em proporcionar uma maior eficiência produtiva e em baratear os custos do produto por meio de uma extrema especialização do trabalho em linhas de montagem, nas quais cada operário repetia a mesma função várias e várias vezes. Ele era bastante paternalista em relação a seus trabalhadores, e nos primeiros anos da empresa chegou a fornecer salários bastante mais altos que a média da época. No entanto, conduzia políticas repressivas visando impedir a organização sindical e só reconheceu um sindicato muito tardiamente.

Ford não confiava nos banqueiros ou em Wall Street, e raramente tomava emprestado dinheiro, financiando-se a partir dos próprios lucros sempre que possível. Tinha grande visão, embora tenha rejeitado alguns conselhos de sua equipe, como o de ampliar a variedade de cores do modelo T e o de trocar seu freio mecânico pelo hidráulico. Em 1927, contudo, lançou seu Modelo A, que trouxe várias novidades para o mercado automobilístico. Durante a primeira e a segunda guerra mundial, a Ford foi uma grande produtora de material bélico e o empresário subsidiou um jornal especializado em artigos antissemitas, o que lhe rendeu muitas críticas.

Em 1945, abandonou a presidência da empresa, entregando-a a seu neto, Henry Ford II. Um ano depois, foi homenageado no Jubileu de Ouro do automóvel e recebeu um prêmio da American Petroleum Institute. Ford foi membro da Sociedade de Engenheiros Automobilísticos, presidente de um distrito escolar em Dearborn e integrante da Câmara de Comércio de Detroit. Publicou, com a colaboração de Samuel Growther, “Minha vida minha obra” (1922), “Hoje e Amanhã” (1926) e “Caminhando para Adiante” (1930), obras em que apresenta a trajetória da Ford e discorre acerca de suas concepções políticas, sociais e empresariais. Ainda na década de 30, recebeu homenagens da Universidade de Michigan e da Universidade de Colgate.

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