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Hermes da Fonseca

Hermes Rodrigues da Fonseca
9/5/1855, São Gabriel (RS) – 9/9/1923, Petrópolis (RJ)

Foi introduzido tanto no meio militar quanto na política pelo tio, Deodoro da Fonseca, marechal e primeiro presidente do Brasil. Estudou na Escola Militar do Rio de Janeiro e se formou bacharel em Letras e Ciências. Foi lá que aprofundou os ideais republicanos devido em parte as aulas que recebeu de Benjamin Constant, professor no colégio.

Chegou a servir como ajudante de ordens do Conde D'Eu, esposo da herdeira do trono, a princesa Isabel. Ficou ao lado do tio em 1889, durante a proclamação da República, tornando-se ajudante do novo presidente. Pouco tempo depois assumiria como capitão e posteriormente como tenente-coronel. Com o novo cargo, se destacou reprimindo a segunda revolta da armada, ocorrida durante o governo Floriano Peixoto e que lhe trouxe notoriedade, conquistando a patente de coronel. Na virada do século assumiu o comando da Escola Militar do Realengo.

Antes de ser promovido a marechal, comandou as tropas que contiveram a Revolta da Vacina em 1904. Com destaque no cargo, tornou-se Ministro da Guerra durante o governo Campos Salles. No cargo, introduziu o serviço militar obrigatório.

Foi indicado para a sucessão presidencial em 1908 sendo apoiado pelo estado do Rio Grande do Sul e por Minas Gerais (que não chegou em um consenso com São Paulo, que se alinhou com a Bahia e lançaram Rui Barbosa ao cargo). Foi eleito no dia 01 de março de 1910.

Seu governo ficou marcado logo no início com a Revolta da Chibata, quando marinheiros descontentes com a punição corporal se amotinaram revindicando além da extinção do castigo, melhores condições de trabalho. Liderados por João Cândido, diversos marinheiros se rebelaram e ameaçaram bombardear o Rio de Janeiro. Em um primeiro momento Hermes da Fonseca articulou um acordo, mas assim que os revoltosos abaixaram as armas, foram presos e castigados.

Outro ponto do governo Hermes da Fonseca foi o intervencionismo nos governos estaduais, em especial no Nordeste. Feito em parceria com o senador Pinheiro Machado, o objetivo era identificar e substituir por interventores os governadores cujas ações se desviassem dos interesses federais ou do exército. Tal politica gerou a Revolta de Juazeiro, liderada pelo Padre Cícero e fez o presidente retirar seu interventor do Ceará.

Em 1912 se casaria com Nair de Taffé, pintora, cantora, atriz, pianista e considerada primeira cartunista mulher do mundo. Foi o único presidente a se casar durante o mandato (Hermes da Fonseca era viúvo). No mesmo ano eclodiu mais uma revolta, a Guerra do Contestado. Semelhante ao que ocorreu na região de Canudos, envolvia beatos, que protegidos por uma massa popular, pegaram em armas para lutar pela posse de terras entre Santa Catarina e o Paraná.

O movimento duraria até 1916. Dois anos antes, em 1914, Hermes da Fonseca deixaria a presidência para seu sucessor, Venceslau Brás (que foi eleito após o retorno da parceria entre São Paulo e Minas Gerais na chamada “política do café com leite”). Por conta das diversas manifestações, Hermes foi apelidado de “Dudu Urucubaca”.

No mesmo ano que deixou o cargo, foi eleito senador pelo Rio Grande do Sul, mas não aceitou assumir a cadeira devido ao assassinato de Pinheiro Machado. Viajou para a Europa, voltando para o País apenas em 1920. Eleito presidente do Clube Militar, entrou em atrito com Epitácio Pessoa ao apoiar Nilo Peçanha ao cargo de presidente. Participou da revolta do Forte de Copacabana em 1922.  Acabou preso e libertado pouco tempo depois.

Retirou-se para Petrópolis, região serrana do Rio de Janeiro. Morreu pouco tempo depois sendo sepultado no cemitério da cidade.

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