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Hitler

Adolf Hitler
20/4/1889, Braunau am Inn (Áustria)-  30/4/1945, Berlim (Alemanha)

Nascido em uma família católica do Império Austro-Húgaro, passou a maior parte da infância em Linz, onde frequentou a escola até completar 16 anos. Por alguns anos, viveu da renda precária que recebia de suas pinturas de cartões postais. Visando se tornar artista, tentou duas vezes ingressar na Academia de Belas Artes, sem sucesso.

Em 1913, mudou-se para Munique, capital da Bavária. Foi voluntário no exército alemão, durante a Primeira Guerra Mundial, tendo sido ferido em combate em 1916. O desfecho da Guerra Mundial foi muito desfavorável aos alemães, que se viram obrigados a cumprir os termos de um tratado humilhante. A República de Weimar, uma democracia nascida dos escombros do Império alemão, tinha dificuldade em obter suporte numa Alemanha profundamente ressentida e em crise inflacionária. Em abril de 1920, Hitler ingressou no Partido dos Trabalhadores Alemães e, no mesmo ano, o partido mudou de nome, tornando-se o Partido Nacional Socialista Alemão.

Em julho de 1921, tornou-se presidente do partido nazista. Um talentoso orador, logo atrairia o suporte de parcelas grandes da população bávara. Em 1923, ao lado do general Ludendorff, levou a cabo uma tentativa de golpe, o Putsch de Munique, no qual forçou as lideranças da província da Bavária a proclamar uma revolução nacionalista. Os conspiradores, contudo, não obtiveram apoio e foram presos. Na prisão, Hitler redigiu seu Mein Kampf ("Minha Luta"), livro no qual defendia a desigualdade das raças, exaltava o homem "ariano", criticava a democracia, o liberalismo e o marxismo. Acima do marxismo estaria o inimigo judeu, povo que, para Hitler, conspirava contra os alemães.

Nas eleições de 1930, o partido nazista se tornou o segundo maior partido do país e, em 1932, Hitler obteve 36,8% dos votos nas eleições presidenciais contra o líder conservador Paul von Hindenburg. Em janeiro de 1933, Hitler foi convidado por Hindenburg a se tornar Chanceler da Alemanha.

O incêndio do Reichstag (Parlamento alemão) em fevereiro de 1933 forneceu aos nazistas o pretexto para suspender todas as garantias constitucionais de Weimar. Nos dias seguintes, o partido passou a perseguir liberais, comunistas e social-democratas que eram torturados, espancados e presos em campos de concentração recém criados. Mais tarde, alegando a existência de uma ameaça comunista, Hitler e o partido nazista conseguiram fazer com que o Reichstag aprovasse, em março de 1933, o Ato Habilitante, que concedia poderes ilimitados a Hitler. Em 1934, buscando obter estabilidade política, o líder nazista eliminou alguns de seus opositores políticos, entre eles Ernst Röhm, líder da SA. O exército e líderes conservadores aprovaram a ação de Hitler.

Entre 1933 e 1939, a política doméstica de Hitler se resumiu à nazificação da vida associativa alemã e à perseguição de judeus e opositores. O Führer (“líder”) também buscou remover as restrições impostas pelo Tratado de Versalhes ao mesmo tempo em que propagandeava a autoimagem de inimigo dos bolcheviques. Em fevereiro de 1938, Hitler anexou a Áustria e, meses depois, a Checoslováquia. Após a anexação parcial da Polônia, a França e a Inglaterra declararam guerra contra os alemães. Em junho de 1940, Mussolini aliou-se aos alemães. Em 1941, o Führer declarou guerra precipitadamente contra os Estados Unidos.

O governo alemão promoveu o extermínio de milhões de judeus em nome da “raça ariana”. A política antissemita nazista levou ao assassinato de cerca de 6 milhões de judeus até o final da guerra, episódio que ficou conhecido como “holocausto”. Em graus e formas diferentes, a ditadura de Hitler também perseguiu ciganos, eslavos (sobretudo soviéticos e poloneses), homossexuais, “associais” e deficientes físicos e mentais.

As derrotas dos alemães em Estalingrado (Rússia) e em El-Alamein (norte da África) levaram a população e os militares ao desespero, o que resultou em uma série de tentativas de assassinato contra Hitler. Em janeiro de 1945, quando a Alemanha estava às portas do colapso, Hitler planejou seu suicídio. Casou-se com Eva Braun no dia 29 de abril e, pouco depois, ditou seu testamento. No dia seguinte, envenenou-se com sua mulher em seu bunker.

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