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Itamar Franco

Itamar Augusto Cautiero Franco
28/7/1931, Juiz de Fora (MG) – 2/7/2011, São Paulo (SP)

Realizou os cursos primário e secundário entre 1935 e 1948, no Instituto Grambery. Formou-se em engenharia civil e eletrotécnica pela Faculdade de Engenharia de Juiz de Fora em 1954. Trabalhou no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foi topógrafo do Departamento Nacional de Obras e Saneamento (DNOS) e também atuou como técnico do Serviço Social da Indústria (Sesi).

Aos 23 anos, concorreu a um cadeira na assembleia municipal de Juiz de Fora pelo PTB, mas foi derrotado. Em 1960, candidatou-se a vice-prefeito de sua cidade natal, e também não obteve sucesso. Em 1965, com a instituição do bipartidarismo, filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB).

Em 1966, elegeu-se prefeito de Juiz de Fora, tendo assumido o cargo no ano seguinte. Em 1968, casou-se com Ana Elisa Surerus, com quem teve duas filhas. Em 1972, foi eleito prefeito novamente, tendo abandonado o cargo em maio de 1974 para concorrer a uma cadeira no Senado. Foi empossado no legislativo em 1975 e, no ano seguinte, tornou-se vice-líder do MDB no Senado. Após a explosão de uma bomba na sede da Associação Brasileira de Imprensa, fruto de um atentado de setores de extrema-direita descontentes com a política de abertura do governo Geisel, Franco pediu que os três poderes se unissem visando estabelecer o mais rápido possível a normalidade democrática.

Em 1977, defendeu o parlamentarismo por meio de uma emenda constitucional que não obteve sucesso. Em 1979, foi nomeado presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito responsável por averiguar o acordo nuclear assinado entre o Brasil e a Alemanha. Foi membro das Comissões de Serviço Público Civil e de Relações Exteriores do Senado. No pleito de 1982, foi eleito senador pelo PMDB, partido ao qual havia se filiado após a abolição do bipartidarismo. Presidiu a Comissão de Finanças entre 1983 e 1984, e foi membro da Comissão de Relações Exteriores do Senado até 1986.

Lutou pela instauração de eleições democráticas e diretas, e votou em Tancredo Neves para presidente em 1985. Em 1986, transferiu-se para o Partido Liberal (PL). Candidatou-se ao governo de Minas Gerais na mesma época, mas não obteve sucesso. Participou da Assembleia Nacional Constituinte de 1987 e foi líder do PL no Senado entre 1987 e 1988. Na constituinte, foi favorável à legalização do aborto, à reforma agrária, à remuneração 50% superior para trabalhos extras, ao voto aos 16 anos e a que o Brasil rompesse relações com países que promovessem discriminação racial. Foi contra a pena de morte e o presidencialismo.

No começo de 1989, concorreu ao cargo de vice-presidente da república na chapa do ex-governador de Alagoas, Fernando Collor de Melo. Após a posse do novo governo, Itamar afastou-se gradualmente do presidente, pois divergia das políticas econômicas promovidas por Collor. Criticou as privatizações do governo e sua política salarial. As sucessivas denúncias de corrupção contra Collor a partir de 1992 também incentivaram Itamar a resguardar sua imagem, tendo o vice-presidente declarado que assumiria de bom grado a presidência no caso de um impeachment.

O presidente Collor foi afastado no dia 2 de outubro de 1992, de forma que Itamar assumiu o cargo. No dia 29 de dezembro de 1992, assumiu integralmente a presidência, e fez um discurso em nome da transparência e da legalidade. Em 1993, realizou um plebiscito pela escolha da forma e do sistema de governo no Brasil. Em maio do mesmo ano, nomeou Fernando Henrique Cardoso ministro da fazenda. A política econômica focou-se na redução de gastos do governo e na aceleração do processo de privatizações. Em julho, foi estabelecido o cruzeiro real. Em dezembro, foi lançado o Plano de Estabilização Econômica, que previa a criação do real. A inflação foi controlada e Itamar defendeu a candidatura de Fernando Henrique para a Presidência da República.

Após sair da presidência, Itamar foi embaixador do Brasil em Portugal (1995-1996), embaixador do Brasil na Organização dos Estados Americanos (1996-1998) e governador de Minas Gerais (1999-2003).

Faleceu em 2011, tendo sido diagnosticado com leucemia.

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