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João Goulart

João Belchior Marques Goulart
1/3/1919, São Borja (RS) – 6/12/1976, Mercedes (Argentina)

João Belchior Marques Goulart nasceu em São Borja no Rio Grande do Sul – na fronteira com o Uruguai. Filho de estancieiros gaúchos de ascendência portuguesa, ingressou na política devido à influência que seu pai exercia na região. Fez estudos secundários em Uruguaiana, na fronteira com a Argentina e se formou em direito na Universidade Federal do Rio Grande do Sul em 1939. Iniciou de fato a carreira política em 1946 no PTB (Partido Trabalhista Brasileiro). O partido havia sido recém-fundado por Getúlio Vargas, amigo de família de Jango e cuja figura política lhe servia de inspiração (mais tarde, em 1950, ele seria, ao lado de Salgado Filho, articulador da segunda presidência de Vargas).

Jango presidiu o diretório do partido no Rio Grande do Sul por quatro anos. Elegeu-se deputado estadual de 1946 a 1950, federal em 1951 e assumiu a Secretaria do Interior e Justiça do Rio Grande do Sul de 1951 a 1952. Tornou-se presidente nacional do PTB em 1952 (função que assumiria até 1964). Depois, pelo mesmo partido foi deputado federal até 1953 e foi Ministro do Trabalho, Indústria e Comércio durante o governo de Getúlio Vargas (1953-1954). Em 1954 foi derrotado na eleição para senador.

Foi vice-presidente do governo de Juscelino Kubitschek e passou a ocupar a presidência do Senado entre 1956 e 1961 por meio de uma ação constitucional. Substituiu JK na Presidência de 19 a 27 de julho de 1956 quando este se ausentou do país para participar, no Panamá, da Conferência de Presidentes Americanos. Foi também eleito para vice-presidente em eleição que também elegeu o presidente Jânio Quadros. Tomou posse da presidência em 7 de setembro de 1961 com a renúncia de Jânio. Um movimento tentou impedir a posse de Jango. A saída institucional que permitiu a posse se deu graças à aprovação da emenda constitucional que instaurou uma república parlamentarista no país. Entretanto, em 6 de janeiro de 1963 ele conseguiria o apoio do Congresso Nacional para a aprovação de um plebiscito que instituía a volta do presidencialismo.

Finda a república parlamentarista, João Goulart assumiu a chefia do poder Executivo em meio a divergências políticas e econômicas entre a esquerda e a direita radicais. O presidente era acusado de ser comunista devido à aproximação com os operários, os sindicatos e demais classes trabalhadoras, e faziam oposição a seu governo tanto os civis quanto os militares. A inflação e a dívida externa se tornaram alarmantes e, em 13 de março de 1964, o presidente fez um comício na estação Central do Brasil no Rio de Janeiro, onde firmou o compromisso com a reforma agrária e outras sociais. Além disso, defendeu a reforma da Constituição para que fosse ampliado o direito de voto a analfabetos e militares de baixa patente. Recebeu apoio das classes populares pelas medidas implementadas, mas gerou o descontentamento de grupos de oposição de São Paulo, como empresários, padres e o então governador Adhemar de Barros. Estes lideraram uma passeata, a “Marcha da Família com Deus pela Liberdade”, pelas ruas da capital paulista.
No dia 1º de abril de 1964 os militares derrubaram o governo de Jango por meio de um golpe de estado, e foi instaurado um regime autoritário que culminou com a ruptura de alianças políticas estabelecidas no período em que Goulart esteve no poder. Em 2 de abril Jango se exilou no Uruguai. Quis retornar ao Brasil, mas foi desestimulado, já que alguns jornais publicavam notícias dando conta de que, se ele voltasse, seria preso. Faleceu na Argentina em 6 de dezembro de 1976, vítima de uma parada cardíaca.

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