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João XXIII

Angelo Giuseppe Roncalli
25/11/1881, Sotto il Monte (Itália) – 3/6/1963, Vaticano (VA)

Foi o quarto filho de um total de treze de uma família de camponeses da província de Bérgamo. Sua introdução a vida católica foi dentro de casa, já que cresceu em um ambiente religioso. Ingressou no seminário local onde estudou dois anos de teologia e começou a escrever seu diário, que posteriormente seria publicado como “Diário da Alma” uma autobiografia do futuro papa.

Acabou entrando para a Ordem Franciscana Secular no dia 1 de março de 1896. Proclamou os votos no ano seguinte. Sua ida para Roma foi em 1901, quando começou seus estudos no Pontifício Seminário Romano (conseguiu entrar graças a uma bolsa de estudos da diocese de Bergamo). Prestou um ano de serviço militar e foi ordenado sacerdote em 10 de agosto de 1904.  Logo em seguida, voltou para Bergamo, onde assumiu o cargo de secretário do bispo local, D. Giacomo Maria R. Tedeschi.

Desenvolveu diversas atividades no período, colaborando com o jornal da diocese, elaborando obras sócias e se aprofundando na vida de santos como São Carlos Borromeu e São Francisco de Sales. Mesmo após a morte de D. Tadeschi, prosseguiu com seu trabalho.

Com o início da Primeira Guerra Mundial, em 1915 foi para o exército atuar como sargento sanitário e capelão militar dos soldados feridos. Quando voltou do conflito abriu  a “Casa do Estudante” e passou a trabalhar com jovens. Em 1919  é nomeado diretor espiritual do seminário de Bergamo.

Voltou a Roma em 1921 convocado pelo então papa Bento XV para se tornar presidente nacional do Conselho das Obras Pontifícias para a Propagação da Fé. Nesse período acaba conhecendo Achilles Ratti, que viria a ser Pio VI (papa que sucedeu João XVIII como chefe da Igreja). Em 1925 foi nomeado Arcebispo titular de Areopólis e tornou-se visitador apostólico da Bulgária.  Recebeu a ordenação no dia 29 de março daquele ano.

Ficaria no país até 1935 tendo enfrentado no período o terremoto de 1928. Desenvolveu também relações com a Igreja Ortodoxa local, dando início ao seu pensamento ecumênico que pautaria seu pontificado. Após 10 anos trabalhando com o povo búlgaro foi transferido para Istambul, sendo nomeado Delegado Apostólico na Turquia e Grécia. Monsenhor Roncalli estava trabalhando lá quando eclodiu a Segunda Guerra Mundial. No período trabalhou com os os prisioneiros de guerra, ajudando-os e mandando notícias para suas famílias. Teve também um papel de destaque contra as políticas antissemitas, ajudando e salvando muitos judeus com "permissão de trânsito" fornecida pela Delegação Apostólica. Antes do fim do conflito em 1944 foi nomeado por Pio XII Núncio Apostólico em Paris. Com o fim da guerra ajudou na normatização eclesiástica no país.

Se tornou cardeal em 1953 sendo enviado para Veneza como patriarca da cidade. Marcou sua presença na cidade criando 30 paróquias. Ficaria na cidade até 1958. Com a morte de Pio XII foi para o conclave e saiu de lá eleito o novo sumo pontífice da Igreja Católica.

Já com uma idade avançada a expectativa era de um pontificado relativamente curto para contrastar com os 21 anos de Pio XII no trono de São Pedro. Entretanto suas atividades tiveram uma importância fundamental para as ações da Igreja nos dias atuais.

Convocou o Concilio Vaticano II, uma reunião ecumênica que deveria trazer uma reflexão da Igreja tanto em suas atividades quanto em suas relações para com o resto do mundo. No Concílio foi introduzida a chamada “Missa Nova” em substituição ao rito que vigorava desde Pio V.

João XVIII não pode ver o encerramento e os resultados de seu trabalho.  Acabou falecendo vítima de câncer no estômago antes do fim do Concílio que se deu em 08 de dezembro de 1965 já sob o mandato de Paulo VI. Ficou apenas cinco anos como papa.

Aproximadamente 38 anos após sua morte foi verificado que seu corpo não apresentava sinas de decomposição. O Vaticano não afirmou o milagre sendo informado posteriormente que tratava-se de um processo de embalsamação  Foi declarado Beato pelo Papa João Paulo II em 2000.  Seus restos mortais estão expostos na Basílica de São Pedro.

Em setembro de 2013, o Papa Francisco dispensou o reconhecimento de um segundo milagre para a canonização de João XXIII. A cerimônia foi programada para abril de 2014. 

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