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John Kennedy

John Fitzgerald Kennedy
29/5/1917, Massachusetts (EUA) - 22/11/1963, Texas (EUA)

Nascido em uma família católica de proeminentes políticos vinculados ao Partido Democrata, realizou os primeiros estudos em diversas instituições, como a Edward Devotion School e a Dexter School. Em 1927, mudou-se com a família para o Bronx, em Nova York. Matriculou-se em Harvard em 1936, tendo se formado em relações internacionais em 1940. Sua tese, intitulada “Porque a Grã Bretanha dormiu”, analisava a falha da Inglaterra em não tomar atitudes para evitar a eclosão da Segunda Guerra Mundial.

Quando os Estados Unidos declararam guerra ao eixo, ingressou na marinha. Em 1943, o torpedeiro em que estava sofreu um ataque do exército japonês, e Kennedy, ferido, ajudou a resgatar a tripulação, tendo sido condecorado por seu serviço. Findada a guerra, concorreu ao cargo de deputado em 1946. Em 1952, foi eleito senador pelo estado de Massachusetts. No ano seguinte, casou-se com a jornalista Jacqueline Lee Bouvier, com quem teve dois filhos, Caroline, nascida em 1957, e John Junior, nascido em 1960. Na mesma época, realizou uma cirurgia nas costas e começou a escrever o livro “Profiles in Courage”, que lhe renderia o prêmio Pulitzer em história de 1955. A obra traçava a trajetória heroicizada de oito senadores americanos que haviam contestado orientações partidárias e pressões empresariais para seguir suas convicções políticas.

Em 1960, foi escolhido para ser candidato democrata à presidência. Concorreu contra o candidato republicano Richard Nixon, um forte opositor e com grandes chances de vitória. As campanhas foram marcadas pelos primeiros debates presidenciais televisivos, nos quais Kennedy se saiu surpreendentemente bem. Em sua campanha, o democrata condenou a debilidade da administração Eisenhower-Nixon frente à ameaça soviética e clamou por renovação política. No mesmo ano, foi eleito presidente dos Estados Unidos por uma pequena margem de votos, tornando-se o primeiro católico a governar o país e o mais jovem presidente norte-americano.

O governo Kennedy passou por diversas crises e é lembrado por uma série de episódios essenciais na história do século XX. Em 1961, o presidente aprovou a malfadada tentativa de invasão da Baía dos Porcos, em Cuba, organizada por cubanos exilados contrários ao regime castrista. Em 1962, a União Soviética instalou mísseis atômicos em Cuba, o que gerou uma grave crise política que quase desembocou em um terceiro conflito mundial. O presidente americano e seu ministro da defesa, Robert McNamara, foram responsáveis por articulações essenciais visando a retirada dos mísseis que ameaçavam o país. Em 1963, o presidente assinou um tratado com o Reino Unido e a União Soviética, no qual os países se comprometiam a proscrever seus testes nucleares.

Em 1961, o presidente lançou a Aliança para o Progresso, um programa voltado para a cooperação financeira e técnica com os países da América Latina tendo por objetivo o desenvolvimento econômico destas nações. O governo americano temia o surgimento de condições favoráveis à eclosão de uma rebelião aos moldes da revolução cubana, que havia culminado com a adoção do comunismo. Na mesma época, o presidente defendeu políticas anti-discriminatórias e antirracistas, o que lhe rendeu considerável apoio por parte do movimento negro. Foi auxiliado nesse empreendimento por seu irmão, Robert Francis Kennedy, secretário de justiça e ativista por direitos civis. Sua administração também se preocupou com a corrida espacial, tendo o presidente declarado em 1961 a sua intenção americana de enviar homens à lua.

No dia 22 de novembro de 1963, em uma visita à cidade de Dallas (Texas), com a qual o presidente buscava mediar disputas dentro do Partido Democrata, foi assassinado com tiro na cabeça. O autor do crime teria sido um fanático, Lee Harvey Oswald, que, contudo, foi assassinado dois dias depois de sua prisão. As condições misteriosas da morte de Kennedy, a inconclusividade das investigações e as negativas de Lee Harvey Oswald, simples funcionário do Texas School Book Depository, tornaram o assassinato de Kennedy um tema de debate.

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