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Jorge Amado

Jorge Amado de Faria
10/8/1912, Itabuna (BA) - 6/8/2001, Salvador (BA)

Jorge Amado, filho do coronel João Amado de Faria e de Eulália Leal Amado, nasceu na fazenda de cacau Auricídia em Ferradas, município de Itabuna. Com um ano, foi para Ilhéus, onde fez o curso primário e passou a infância. Cursou o secundário em  colégios de Salvador, Antônio Vieira e Ginásio Ipiranga. No último, foi onde começaria a germinar sua escrita publicando textos nos jornais estudantis A Luneta, A Pátria e A Folha. Foi, aos 14 anos, um dos fundadores da Academia dos Rebeldes, grupo que teve importância nas letras baianas.

Em 1927 começou a trabalhar como repórter no Diário da Bahia. Foi naquele ano que teve o primeira trabalho publicado, um poema modernista na revista baiana A Luva. Mudou-se para o Rio de janeiro em 1930 para se formar em Direito, profissão da qual nunca exerceu. Foi no Rio que colaborou na publicação do romance “Lenita”, em coautoria com Dias da Costa e Édison Carneiro. Um ano mais tarde publicou “O País do Carnaval”, que foi bem recebido pela crítica. O romance “Cacau”, lançado em 1933 teve exemplares apreendidos. A obra denunciava as injustiças sociais vividas pelos trabalhadores das fazendas do principal produto da economia baiana da época. 

No mesmo ano se casou com a primeira esposa, Matilde Garcia Lopes. Por causa de sua militância comunista e da oposição que fazia ao Estado Novo de Getúlio Vargas, Amado foi preso em 1936. Seus livros foram queimados em praça pública. O livro “Mar Morto”, que recebeu o prêmio Graça Aranha, é publicado em 1936. Um ano depois, publica "Capitães da Areia". Em 1937 exilou-se na Argentina e voltou em 1941, quando foi preso novamente. Em Buenos Aires publicou  “A Vida de Luís Carlos Prestes”. A intenção do escritor era colaborar para que o político fosse anistiado. Em 1945 foi eleito deputado federal por São Paulo pelo PCB e chegou a participar da Assembleia Constituinte. Em 1948 teve seu mandato cassado e só voltou ao País em 1956. No exílio viveu em Paris e na antiga Tcheco-Eslováquia. No período publicou “O Mundo pela Paz” (1950) e os Subterrâneos da Liberdade (1954). No mesmo período se casa com a escritora Zélia Gatai, com que viveu até o final da vida.

Em 1958, dois anos do retorno ao Brasil, Jorge Amado publica “Gabriela, Cravo e Canela”, um de seus maiores sucessos que lhe rendeu várias premiações. Jorge Amado foi eleito para a cadeira 23 da Academia Brasileira de Letras em 1961, sucedendo  Otávio Mangabeira. Na década de 1960 publicou, entre outros romances, “Dona Flor e seus Dois Maridos” e “Tieta do Agreste”. Publicou ainda “Tocaia Grande” em 1984, “O Sumiço da Santa”, em 1988, e “A Descoberta da América pelos Turcos em 1994”. Em 1996, após ser submetido a uma cirurgia de angioplastia devido a um edema pulmonar, passa a ter dificuldades para ler e escrever. Uma parada cardiorrespiratória tiraria sua vida pouco tempo mais tarde, aos 88 anos. No total publicou 34 romances. O autor baiano foi um dos escritores brasileiros mais traduzidos no exterior.

A religiosidade é marcante em sua obra, e também repleta de sensualidade. As festas e credos do Candomblé marcaram seus romances, muitos deles servindo de inspiração para novelas, filmes e até mesmo histórias em quadrinhos, tanto no Brasil como no exterior. Recebeu o título honorífico Obá de Xangô, um dos mais altos da religião afro-brasileira, frequentando o terreiro Axé Opó Afronjá.

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