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José Sarney

José de Ribamar Ferreira de Araújo Costa
24/4/1930, Pinheiro (MA)


Adotou o nome do pai, Sarney, a partir de 1958, para fins eleitorais. Adotou-se legalmente em 1965. Fez os estudos secundários no Colégio Marista e no Liceu Maranhense. Bacharelou-se em direito pela Faculdade de Direito do Maranhão em 1953. Na mesma época, ingressou na Academia Maranhense de Letras e ajudou a fundar a revista A Ilha.

Começou a trabalhar como oficial do Judiciário e, pouco depois, tornou-se diretor da secretaria do Tribunal de Justiça do Maranhão. Em outubro de 1954, foi eleito suplente de deputado federal pelo Partido Social Democrático (PSD). Assumiu o mandato em curtos períodos de tempo nos anos de 1956 e 1957. Foi contratado para professor de direito na Universidade Católica do Maranhão pouco depois e, em 1958, ingressou na União Democrática Nacional (UDN). No mesmo ano, foi eleito, com 15 mil votos, para um mandato na Câmara. Foi vice-líder da UDN na Câmara entre 1959 e 1960. Identificou-se com a chamada “ala renovadora” da UDN, denominada posteriormente por “Bossa Nova”, em alusão ao estilo música da mesma época. Essa ala era caracterizada por projetos políticos centristas pautados pela doutrina católica de justiça social.

Defendeu o projeto de reformas de base canalizado pelos esforços do governo João Goulart e criticou o golpe militar de 1964. Não obstante, foi um aliado do regime militar e ingressou, pouco depois, na ARENA (Aliança Renovadora Nacional), partido que defendia a ditadura. Em 1965, Sarney foi eleito governador do Maranhão em uma votação até então inédita na história do estado, com cerca de 121 mil votos. Construiu, em seu governo, a usina hidrelétrica de Boa Esperança e asfaltou quinhentos quilômetros de estradas. Também promoveu um relativo aumento das matrículas escolares. Em 1970, publicou um livro de contos, “Norte das Águas”, que foi bem recebido pela crítica.

Candidatou-se ao Senado pelo estado do Maranhão em 1970, assumindo um mandato nessa casa em fevereiro de 1971. Continuou atuando como senador até 1985. Em 1979, Sarney foi escolhido presidente da Arena e, em 1980, foi presidente do PDS, que havia surgido com a abolição da exigência de bipartidarismo na mesma época. Em 1984, lançou-se candidato a vice presidente na chapa de Tancredo Neves após articular-se com dissidentes do PDS para formar a “Frente Liberal”. Em janeiro de 1985, Tancredo e Sarney foram eleitos indiretamente por um Colégio Eleitoral.

Antes de assumir a posse, contudo, o presidente eleito, Tancredo Neves, ficou enfermo e faleceu. Sarney, portanto, foi empossado no dia 15 de março de 1985, assumindo interinamente no dia 21 de abril. Na época, o Brasil vivia uma crise econômica e a inflação acelerada prejudicava sobremaneira os consumidores. Em 1986, o presidente anunciou um plano econômico que tinha por objetivo conter a inflação ao congelar preços e salários e trocar a moeda do país, do cruzeiro para o cruzado. O plano teve um efeito positivo nos primeiros meses, mas logo provou-se mal sucedido e a inflação acentuou-se. Outros planos econômicos foram ensaiados pelo Ministério da Economia, como o plano Verão, mas nenhum obteve sucesso.

Na política externa, o governo Sarney foi marcado por uma relativa reaproximação diplomática com Cuba e pela assinatura do protocolo do Mercosul. A constituição “cidadã” foi promulgada durante o governo Sarney, que também viu acontecer as primeiras eleições diretas para presidente desde o golpe militar de 1964. Após abandonar a presidência, foi eleito mais de uma vez senador pelo Amapá, tendo se tornado presidente do Senado de 1995 a 1996. Em 2009, foi eleito presidente do Senado Federal do Brasil pela terceira vez.

Publicou, além das obras mencionadas, “Marimbondos de Fogo”, em 1979, e “Um Poeta no Meio do Norte”, em 1980. No mesmo ano, foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras.

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