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Juan Manoel Fangio

Juan Manuel Fangio
24/6/1911, Balcarce (Argentina) – 17/7/1995, Buenos Aires (Argentina)

Nascido numa numerosa família de imigrantes italianos, era conhecido como “El Chueco” por causa das pernas tortas que desfilava pelos campos de futebol em sua primeira incursão em um esporte. Não deu certo com a bola no pé e acabou tendo seu primeiro contato com um carro em seu  emprego de aprendiz de mecânico, aos 12 anos. Aprendeu a preparar veículos e competir com seu irmão Toto.

Passou a construir e competir com carros montados por ele mesmo, mas não deu muito certo. Iniciou sua carreira com um Ford- T e ficou famoso na Argentina competindo em provas de Turismo. Sua primeira vitória veio apenas aos 29 anos de idade, em 1940, no Grande Prêmio do Norte, prova de resistência entre Buenos Aires e Lima, no Peru. Foi bi na prova em 41 e , dirigindo um Chevrolet adaptado, passou a ganhar diversas provas de longa duração no país. Teve que parar durante a guerra, já que as competições foram interrompidas.

Após o fim do conflito, em 47, entrou para o Grande Prêmio de Buenos Aires e surprendeu pelo jeito arrojado de dirigir (no final seu carro, montado por ele próprio, não aguentou e parou na pista). Disputou ainda o Prêmio Buenos Aires – Caracas antes de decidir se aventurar em outro tipo de prova.

Foi para a Europa em 1948 tentar a sorte em uma carreira internacional no automobilismo. Fez parte de uma leva de pilotos enviados ao velho continente pelo ditador Perón, que desejava ver o país virar uma potência no esporte. Foi contratado pela Alfa Romeu e estreou no Campeonato de 1950, onde venceu três GPs (Mônaco, Bélgica e França, sendo que na época eram disputadas oito provas) terminado a temporada com 27 pontos na segunda colocação , ficando atrás de Nino Farina, italiano e companheiro seu na escuderia.

Seu primeiro título na categoria foi no ano seguinte. Venceu três corridas (Suíça, França e Espanha), terminou com 31 pontos, seis a frente de Alberto Ascari da Ferrari. Acabou não disputando a temporada de 52 por causa da desistência da Alfa Romeu em competir. Acabou indo para a Maseratti onde sofre o maior acidente de sua carreira, durante a sessão de treinos para o GP da Itália. Feriu gravemente o pescoço, e sua carreira foi apontada por muitos como terminada. Contrariando as previsões voltou em 53 e ficou em segundo no campeonato, vencendo apenas na Itália..

Em 1954 correu por duas equipes: primeiro pela Maseratti e depois pela Mercedes-Benz, conquistando o mundial de pilotos. Venceu seis GPS na ocasião, dois com a escuderia italiana (Argentina e Bélgica) e quatro com a alemã (França, Alemanha, Suíça e Itália), obtendo 42 pontos. O tri veio logo na temporada seguinte. Fez 40 pontos vencendo quatro Gps: Argentina, Bélgica, Holanda e Itália.

Manteve a hegemonia na Fórmula 1 em 56, porém defendendo as cores da Ferrari. Fez 30 pontos ficando no lugar mais alto do pódio em três ocasiões (Argentina, Inglaterra e Alemanha). Em sua última temporada no automobilismo, 58, ficou apenas na décima quarta colocação, correndo apenas duas provas. Foi vítima de um sequestro em Cuba, por revolucionários contrários ao regime de Fulgêncio Batista.

Ao longo de 10 anos na principal competição do automobilismo mundial participou de 51 GPs,  conquistou 35 pódios, sendo 24 vitórias. Foi 28 vezes pole position, largando em 48 ocasiões na primeira fila. Foi até 2006 o recordista de títulos na Fórmula 1 sendo superado pelo hexacampeonato (e posteriormente o hepta) de Michael Schumacher.

Afirmou pelo resto de sua carreira sentir saudades dos tempos em que havia menos tecnológia na Fórmula 1, dando destaque para Ayrton Senna como grande piloto pela sua imprevisibilidade.  Continuou ligado ao automobilismo e ao setor automotivo, chegando a ser presidente da Mercedes-Benz argentina. Correu em um período onde o risco nas provas era enorme. Apesar disso, morreu longe das pistas, aos 84 anos,  devido a um quadro de insuficiência renal e pneumonia.

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