ir para o conteúdo
Busca
Busca por data

Keynes

 John Maynard Keynes
5/7/1883, Cambridge (Inglaterra) – 21/4/1946, East Sussex (Inglaterra) 

Seu pai John Neville Keynes, foi secretário da Universidade de Cambridge, cuja obra "Escopo e Método de Economia Política" (1891) é não apenas clássica em seu campo, mas continua sendo um tratado  útil sobre o assunto  até nossos dias. A mãe foi prefeita de Cambridge até 1932. Ambos educaram o filho em Eton e no King’s college, onde se distinguiu em matemática, além de estudar os clássicos, filosofia e economia, sendo esta última disciplina ministrada sob as luzes de líderes como Henry Sidwick e Alfred Marshall.

Em 1906, tendo passado no exame para o serviço civil, seguiu para a Índia Office, tendo aí permanecido durante dois anos antes de voltar para o King’s College, onde se especializou no ensino dos "Princípios Econômicos de Marshall". A vida acadêmica, ampliada para incluir tantos os interesses culturais como pecuniários que proporcionavam uma bela renda adicional, era-lhe bastante adequada.

Foi defensor de uma política econômica de Estado intervencionista, através da qual os governos usariam medidas fiscais e monetárias para mitigar os efeitos adversos de recessões, depressões e booms. Suas ideias serviram de base para a escola de pensamento conhecida como economia keynesiana.
 
Na década de 1930,  iniciou uma revolução no pensamento econômico, se opondo às ideias da economia neoclássica que defendiam que os mercados livres ofereceriam automaticamente empregos aos trabalhadores contanto que eles fossem flexíveis em suas demandas salariais.A principal obra do economista, "Teoria Geral do Emprego, do Juro e do Dinheiro", foi publicada em 1936. Após a eclosão da Segunda Guerra Mundial, suas ideias foram adotadas pelas principais potências econômicas do Ocidente. Nas  décadas de 50 e 60, o sucesso da economia keynesiana foi tão retumbante que quase todos os governos capitalistas adotaram suas recomendações.
 
A influência de Keynes na política econômica declinou a partir da  década de 1970, como resultado de problemas que começaram a afligir as economias americana e britânica. A isto se pode somar também às críticas de Milton Friedman e outros economistas neoliberais, pessimistas em relação à capacidade do Estado de regular o ciclo econômico com políticas fiscais. Entretanto, o advento da crise financeira global, no final da década de 2000, causou um ressurgimento do pensamento keynesiano.

A economia keynesiana forneceu a base teórica para os planos do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, do primeiro-ministro britânico Gordon Brown e de outros líderes mundiais para aliviar os efeitos da recessão.

Em 1999, a revista Time nomeou Keynes como uma das cem pessoas mais influentes do século XX, dizendo que "sua ideia radical de que os governos devem gastar o dinheiro que não têm, pode ter salvado o capitalismo". É amplamente considerado o pai da macroeconomia moderna e, de acordo com comentaristas como John Sloman, é o economista mais influente do século XX.

Keynes também era um funcionário público, um patrono das artes, um diretor do Banco da Inglaterra, um conselheiro de várias instituições de caridade, um escritor, investidor privado, um colecionador de arte e fazendeiro.

As suas ideias e as dos seus seguidores foram adotadas por vários governos ocidentais e do terceiro mundo. Constituem, até hoje, a essência da política econômica mantida nos países escandinavos, cujas populações desfrutam dos melhores padrões de vida do mundo.  

Os primeiros relacionamentos românticos e sexuais de Keynes foram quase exclusivamente com homens. Um de seus maiores amantes foi o artista escocês Duncan Grant, que ele conheceu em 1908.

Em 1921 se apaixonou pela bailarina russa Lydia Lopokova, uma das estrelas do Ballets Russes de Serguei Diaguilev. Se casaram em 1925, Lydia engravidou em 1927, mas sofreu um aborto espontâneo. Keynes passou muito tempo incentivando-a a prolongar sua carreira como forma de compensar a falta de filhos.

Páginas selecionadas pelo Editor

FOTOS HISTÓRICAS

Leila Diniz e amigas em 1967

Veja essa e outras imagens que marcaram época Leila Diniz e amigas em 1967

Foto: Ywane Yamazaki/Estadão

Tópicos
ver todos