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Lazar Segall

Lasar Segall
21/7/1891, Vilna (Lituânia) - 2/8/1957, São Paulo (SP)

Judeu, lituano e brasileiro.  Lasar Segall foi tudo isso e mais. Pintor, escultor e gravurista,  nasceu  na comunidade judaica de Vilna, capital da Lituânia, na época parte da Rússia. Em 1905 passou a frequentar a Escola de Desenhos da cidade e é incentivado a continuar seus estudos, já que demonstrava grande talento.

Em 1906 viajou para estudar na Academia de Belas-Artes de Berlim. Ficou sujeito às rígidas normas da academia, mas se sobressaiu conquistando diversos prêmios. Com anseio por independência artística, se rebelou em 1909 expondo na “Freie Sezession” (Secessão Livre).

Abandonou a escola e iniciou sua participação no movimento expressionista alemão. Passou a estudar na Academia de Belas-Artes de Dresden. Também viaja para a Holanda, onde faz diversas gravuras. Faz sua primeira viagem para o Brasil em 1912.

No país já moravam seus irmãos Oscar, Jacob e Luba. Em março de 1913 aluga um salão e expõe seus trabalhos. Mostra suas obras também no Centro de Ciências, Letras e Artes de Campinas, que adquire sua pintura “Cabeça de menina russa” (1908). No mesmo ano, Segall conheceu sua futura esposa Jenny Klabin a quem dá aulas de desenho. Volta à Europa no final do ano onde fica em Paris por três semanas. Conheceu sua primeira esposa Margaret Quack e voltou a Dresden onde participou de forma destacada do expressionismo alemão.

Durante o período tem como destaque sua exposição individual no Folkwang Museum em 1920. Voltou ao Brasil em 1924 onde se fixou permanentemente. Dois grandes acontecimentos marcaram  a vida do artista na volta ao país. No mesmo ano Segall se separa de sua esposa, Margaret Quack e é o responsável para decoração para o Baile Futurista no Automóvel Club. Não fica solteiro por muito tempo casando-se em junho de 1925 com a ex-aluna Jenny Klabin.

Viajou novamente à Europa, desta vez para expor suas obras produzidas no Brasil. Nesse período nasceu em Berlim seu primeiro filho, Maurício. Voltou ao Brasil no fim do ano e em 1927, finalmente naturaliza-se brasileiro.

Em dezembro de 1928 voltou para Paris. Na cidade passou a dedicar-se a escultura. Em 1930 nasceu seu segundo filho, Oscar. Voltou ao Brasil em 1932 e passa a morar na Rua Afonso Celso.

No mesmo ano ajudou a fundar a SPAM (Sociedade pró Arte Moderna), junto de outros grandes nomes como Mário de Andrade, Tarsila do Amaral e Anita Malfatti.  Entre os destaque das atividades de Segall para a SPAM, estão decorações de duas grandes festas: “Carnaval na Cidade de SPAM” (1933) e “Uma Expedição às Matas Virgens de Spamolândia” (1934), ambas com intuito de arrecadar dinheiro para a organização.

Em 1935 os problemas financeiros, juntamente com denúncias de perseguições por parte de grupos simpatizantes com o integralismo causa o fechamento da SPAM.

Passou os 20 próximos anos trabalhando em diversas obras entre quadros, esculturas e gravuras. Expõe individualmente em Paris (1938), Nova York (1940), Rio de Janeiro (1943) e Washington (1948). Participou em 1951 da I Bienal do Museu de Arte Moderna de São Paulo e é o convidado de honra com sala especial na III Bienal de São Paulo em 1955.

Lasar Segall faleceu em 2 de agosto de 1957, vítima de moléstia cardíaca. Sua viúva, Jenny Klabin Segall organizou nos anos seguintes suas obras e faleceu exatamente 10 anos após a morte do marido, em 2 de agosto de 67. No mesmo ano é inaugurado o Museu Lasar Segall. 

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