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Lima Duarte

Ariclenes Venâncio Martins 
29/3/1930, Sacramento (MG)

Nasceu no interior de Minas Gerais, num povoado chamado Nossa Senhora da Purificação do Desemboque e do Sagrado Sacramento. Quando criança ajudava o pai a cuidar da pequena invernada onde moravam, juntamente de mais dois irmãos.

Sua mãe trabalhava em um circo e foi nele que, além do início de sua paixão pela arte, teve o seu primeiro papel numa peça chamada "A Ladra", onde sua mãe fazia o papel-título e ele, de filho.

Aos 15 anos veio para São Paulo, num caminhão de manga e começou a trabalhar no Mercado da Cidade. Até que Madame Paulette, dona da casa onde morou durante 3 anos, levou-o à Rádio Tupi para um teste. Pelo seu modo caipira de falar, foi reprovado, mas ficou na rádio trabalhando como operador de som, depois como sonoplasta.

Um dia, Oduvaldo Viana o convidou para uma fala em uma radionovela. Deu certo. Adotou o nome artístico de Lima Duarte por sugestão de sua mãe, que era espírita e lhe aconselhou o nome de seu guia. Ingressou na televisão, da qual é um dos pioneiros no Brasil.

Em 18 de setembro de 1950, Lima Duarte estava presente na inauguração da primeira emissora de TV do país e atuou na novela brasileira, “Sua Vida Me Pertence”. Na extinta TV Tupi trabalhou por 27 anos onde participou do TV Vanguarda e encenou  peças de 3 atos, ao lado de Cassiano Gabus Mendes, entre outros.

Fez ainda dublagens em português de desenhos animados norte-americanos da Hanna-Barbera, como o Mandachuva, o Wally Gator, o Dum-Dum e Tartaruga Touché e o Hardy (de Lippy e Hardy), entre outros.

Depois de anos na Rede Tupi, tendo passado por grandes dificuldades financeiras devido ao caos da emissora, que acabou falindo, foi contratado pela Rede Globo como diretor, graças à fama obtida ao conduzir a telenovela Beto Rockefeller.

Em 1973 participou da primeira novela colorida brasileira, "O Bem-Amado", de Dias Gomes, tendo Paulo Gracindo no papel do prefeito Odorico Paraguaçu. Lima criou um dos personagens mais emblemáticos de sua carreira, o rude jagunço Zeca Diabo, que tinha adoração pela mãe e pelo padre Cícero. Em 1980, interpretou novamente o personagem, no seriado inspirado na novela. Em 1984, substituiu Rolando Boldrin no programa "Som Brasil", onde também contava histórias de escritores consagrados como Guimarães Rosa.

Em 1985, a novela "Roque Santeiro" tornou-se um dos maiores sucessos da televisão brasileira, com o casal de personagens Sinhozinho Malta e Viúva Porcina. Em 1989, na novela "O Salvador da Pátria", Lima interpretou outro de seus personagens marcantes, o boia-fria Sassá Mutema, que se apaixonava pela professora Clotilde (Maitê Proença) e que tinha sua ingenuidade corrompida por inescrupulosos políticos e empresários.

Na década de 90, interpretou outros tipos que fizeram sucesso, dentre os quais Dom Lázaro Venturini (em "Meu Bem, Meu Mal", 1990), Murilo Pontes (em "Pedra sobre Pedra", 1992) e Zé Bolacha (em "A Próxima Vítima", 1995). Ampliou sua participação no cinema, em produções elogiadas como "A Ostra e o Vento" (1997), "Eu, Tu, Eles" (2000) e "O Auto da Compadecida" (2000).

Atuou em teatro, nas peças: "Eles Não Usam Black-Tie", "Testamento de Cangaceiro", "Tartufo", "Arena Conta Zumbi" e outras. Representou em Paris e Moscou. Tambémo bteve destaque no cinema. Entre os 30 filmes dos quais participou, salientam-se "Sertões em Flor", "Bonequinha de Seda" e "O Rei Pelé" .

Casado com Marisa Sanchez, com quem teve duas filhas: Mônica e Débora que ao lado da neta Paloma, também trabalham em televisão. Já é bisavô, e sua bisneta já participou da novela "Cidadão Brasileiro" de Lauro César Muniz em 2006. Ganhou diversos prêmios, entre eles sete Roquette-Pinto (incluindo o Roquette de Ouro, considerado o maior prêmio de televisão).

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