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Luciano Pavarotti

Luciano Pavarotti
12/8/1935, Modena (Itália) – 6/9/2007, Modena (Itália)

Seu primeiro contato com a música foi dentro de casa, com seu pai, Fernando Pavarotti, que era cantor lírico nas horas vagas (trabalhava como padeiro). Já sua primeira experiência cantando seria no coral da cidade. Entretanto o interesse pela música não surgiu instantaneamente. Antes de se aventurar pela música clássica, Luciano teve outros interesses. Quando mais jovem sonhava em ser jogador de futebol, em especial na posição de goleiro. Mais velho chegou a ser professor, lecionando durante dois anos em uma escola primária, e vendedor de seguros.

Entre os acontecimento que acabaram levando Pavarotti às salas de ópera foi a vitória com o coral local no país de Gales, no Concurso de "Canto Internacional de Llangollen" . Ele estudava com Arrigo Pola, prestigiado professor em Modena e posteriormente com Ettore Campogallioni. Ganhou também o Concurso Internacional de Canto em Regio Emillia em 1961. No mesmo ano ganharia seu primeiro papel em uma ópera, interpretando Rodolfo em “La Bohème” de Puccini.

Com a carreira em crescimento acabou atuando em diversas composições. Sua estreia nos Estados Unidos foi em 1965, ao lado do mito da ópera Joan Sutherland, que o recomendou para substituir um cantor doente em uma apresentação em Miami. Cantaram “Lucia di Lammermoor”, de Gaetano Donizetti. No mesmo ano atuaria pela primeira vez no templo da ópera, o Teatro alla Scala de Milão, novamente em seu papel de estreia, Rodolfo em “La Bohème”.

Sua fama cresceria em 1969, quando cantou “Il Lombardi” em Roma ao lado de Renata Scoto. A apresentação foi gravada por um selo independente e o LP teve uma boa repercussão imediata. Com o sucesso foi convidado para cantar no Metropolitan, em Nova York, conquistando o público com sua simpatia.

Se tornou um dos grandes tenores do mundo na década de 1980. Criou a Competição Internacional Pavarotti de Voz, para jovens cantores. A popularização da música clássica conduzida por ele pode ser percebida em 1990, quando a BBC italiana escolheu a ária “Nessun dorma” de “Turandot” de Puccini cantada por Pavarotti como tema para suas transmissões dos jogos da Copa do Mundo. O encerramento do mundial nas Termas de Caracalla contou com a reunião de Pavarotti com dois outros grandes cantores líricos da época: Plácido Domingos e José Carrera. Seria a primeira vez que “Os Três Tenores” cantariam juntos.

A apresentação, conduzida pelo maestro Zubin Mehta, foi gravada e tornou-se o disco clássico mais vendido da história. Nos anos 90 Pavarotti protagonizaria grandes shows. Entre as apresentações estão no Hyde Park, em Londres, o primeiro dedicado a música erudita no local e que contou 150 mil espectadores.

Maior ainda seria o espetáculo no Central Park em Nova York em 1993. Na ocasião Pavarotti conseguiu um público 500 mil pessoas para lhe ouvir cantar grandes composições clássicas. No ano seguinte reuniram-se novamente “Os Três Tenores”, desta vez nos Estados Unidos, para cantar no encerramento da Copa do Mundo de 1994. Se apresentaram juntos ainda nas finais dos Mundiais de 1998 na França e em 2002, no Japão.

Foi criticado por muitos pela popularização, mas isto não parecia afetar Pavarotti. Além dos parceiros tenores, fez duetos com diversos artistas da música pop como a cantora Vanessa Williams e o grupo irlandês U2. Em sua vinda ao Brasil chegou a cantar ao lado de Roberto Carlos músicas como “Ave Maria” e “O Sole Mio”.

Sua última gravação foi em 2004 com “Ti Adoro”, compilação dos grandes sucessos da carreira no estilo “popera”, mistura do clássico com o pop. No mesmo ano seu empresário por 36 anos, Herbert Breslin, lançou o livro “O Rei e Eu”, onde detalhava a vida íntima do astro e fazia duras críticas a seu estilo. Seu último papel em uma ópera também data de 2004, quando interpretou Cavaradossi na montagem de “Tosca” no Metropolitan.

É o recordista mundial como cantor lírico que mais vezes voltou ao palco para agradecer aos aplausos, 165. Faleceu vítima de um câncer no pâncreas.

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