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Luís Fernando Veríssimo

Luis Fernando Verissimo
26/9/1936, Porto Alegre (RS)

O filho do escritor Érico Verissimo passou parte da infância e adolescência em duas ocasiões nos Estados Unidos, na época em que o pai lecionava na Universidade da Califórnia, em Berkeley e em Los Angeles, e quando o pai se torna diretor do Departamento de Assuntos Culturais da União Pan-Americana. Em suas visitas frequentes à Nova York, adquire a paixão pelo jazz e começa a estudar saxofone. Na década de 1960, muda-se para o Rio de Janeiro, começa a trabalhar como tradutor e redator e se casa com Lúcia Helena Massa, com quem tem três filhos. De volta a Porto Alegre, ingressa no jornal Zero Hora, como copydesk, e em 1969 começa a assinar uma coluna diária no jornal gaúcho, além de trabalhar como redator da MPM Propaganda.

Durante a década de 1970, após atuar como colunista do jornal Folha da Manhã por cerca de cinco anos, retoma a colaboração no jornal Zero Hora, onde permanece até os dias de hoje, e começa a escrever também na revista “Domingo”, do Jornal do Brasil. Publica seu primeiro livro, "O Popular" (1973), uma coletânea de textos publicados na imprensa, além de "As Cobras" (1975), livro reunindo as tiras do cartum criado por ele naquele mesmo ano, "Amor Brasileiro" (1977), "A Mesa Voadora" (1978) e "Ed Mort e Outras Histórias" (1979), cujo personagem será posteriormente adaptado para os quadrinhos e o cinema.

A breve temporada vivendo com a família em Nova York no início dos anos 1980 será tema do livro "Traçando New York" (1991), que inaugura uma série de outros seis relatos de viagem publicados ao longo da década de 1990, sobre Paris, Porto Alegre, Roma, América, Japão e Madri. O personagem mais famoso do escritor é lançado em 1981: a primeira edição de "O Analista de Bagé" esgota-se em apenas dois dias. No ano seguinte, publica O Gigolô das Palavras" e assina uma página de humor na revista Veja, onde colabora durante sete anos, e pela qual recebe o Prêmio Abril de Humor Jornalístico. Além de cobrir a Copa do México de 1986 para a revista Playboy, publica também, nessa época, "A Velhinha de Taubaté" (1983), "A Mulher do Silva" (1984), "O Rei do Rock" (1984), "A Mãe do Freud" (1985), "O Marido do dr. Pompeu" (1987), O Jardim do Diabo" (1988), seu primeiro romance, e "Orgias" (1989).

Em 1989, começa a assinar uma página dominical no jornal O Estado de S. Paulo, onde continua colaborando atualmente, com textos de esportes, política e cultura, além da série em quadrinhos “Aventuras da Família Brasil”. Após uma temporada de dez meses em Paris com a família, publica a antologia "Pai Não Entende Nada" (1991), o livro infantil "O Santinho" (1991), "O Suicida e o Computador" (1992), e a série de sucesso "Comédias da Vida Privada" (1994), transformada em série de televisão entre 1995 e 1997. Em 1999, torna-se colunista diário do jornal O Globo e  recebe o 3º Prêmio Multicultural Estadão, organizado pelo jornal. Por ser também grande apreciador de futebol, realiza a cobertura das Copas de 1990 na Itália, de 1994 nos Estados Unidos e de 1998 na França para os jornais Zero Hora, Jornal do Brasil e O Estado de S. Paulo, e também da Copa de 2006 no Japão e Coreia do Sul para o Zero Hora, O Globo e O Estado.

Além de consagrado escritor de contos e crônicas, nos últimos anos tem se dedicado também a escrever romances, tendo publicado "Gula – O Clube dos Anjos" (1998), "Borges e os Orangotangos Eternos" (2000), "O Opositor" (2004), A Décima Segunda Noite" (2006) e "Os Espiões" (2009). Seu único livro de poemas é "Poesia Numa Hora Dessas?!" (2002). Muitos de seus livros foram traduzidos para outros idiomas e são vendidos em diversos países. O escritor que mais vende livros no Brasil recebeu ao longo de sua carreira uma série de homenagens e condecorações, no Brasil e no exterior, tendo viajado para diversos países participando de feiras literárias, conferências e outros eventos como representante da literatura brasileira contemporânea.

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