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Maradona

Diego Armando Maradona
30/10/60, Buenos Aires (Argentina)

“El Pibe de Oro” ou simplesmente “dios” são alguns dos apelidos que o craque recebeu ao longo de sua carreira. Considerado por muitos o melhor jogador de futebol argentino (e também do mundo), nasceu, cresceu e deu seus primeiros toques na bola no subúrbio da capital portenha. Foi ali que desenvolveu o futebol que o levou para o time do Argentinos Juniors.

Rapidamente saltou do juvenil para a equipe profissional. Um ano depois, em 1977, foi chamado pela primeira vez para a seleção nacional. Sua primeira partida foi um amistoso contra a Hungria em 27 de fevereiro de 77. O resultado foi vitória da Argentina por 5x1. Participou de uma lista de pré-convocados para o mundial de 78, mas foi cortado antes do início do torneio.

Em 1981 concretizou sua transferência para seu clube de coração, o Boca Juniors. Passou pouco mais de um ano na equipe, período em que conquistou o campeonato nacional. Antes de jogar o Mundial de 1982 foi vendido para o Barcelona, que esperava que o “garoto de ouro” argentino levasse o clube catalão de volta ao período de glórias. O torneio mundial foi uma prévia do que seria sua passagem pela Espanha. Apesar de demonstrar uma categoria acima da média, a Argentina foi eliminada após ser derrotada pelo Brasil

Ficou no clube grená por dois anos. Não conseguiu ganhar nenhum Campeonato Espanhol, ficando com a Copa do Rei e a Supercopa da Espanha de 83. Se machucou diversas vezes e protagonizou diversas confusões. Confessou anos mais tarde que foi nessa época que se envolveu com as drogas pela primeira vez.

Acabou acertando sua ida para o Napoli da Itália. O clube tinha certa tradição no futebol, mas não possuía uma vasta lista de títulos. A chegada de Maradona mudou essa realidade. Com “El Pibe” no comando do time a equipe conquistou dois Campeonatos Italianos (87 e 90), uma Copa da Itália (87), uma Copa da UEFA (89) e uma Supercopa da Itália (90).

Defendendo as cores da equipe foi para a Copa do Mundo de 1986. Seria o grande momento da carreira do craque. Com seu país, comandou dentro de campo a seleção que contava com jogadores como Valdano e Olarticoechea. Foi durante o mundial que fez dois de seus gols mais conhecidos, ambos contra a Inglaterra. Um foi desviando a bola com a mão ficando conhecido como “La Mano de Dios”, por afirmar que não foi sua mão que tocou a bola, mas sim a “mão de Deus”.  O segundo foi driblando a partir do meio de campo, considerado um dos mais belos gols em Copas.

Disputou ainda o Mundial de 1990, na Itália. Não conseguiu repetir suas apresentações de quatro anos antes, mesmo assim levou a equipe ao vice-campeonato. O pior estava por vir no ano seguinte, quando foi pego no antidoping em cocaína, revelando ao mundo seu vício. Foi suspenso do esporte por 15 meses.

Entrou na justiça em 92 para se livrar de seu contrato com o Napoli. Recebeu diversas propostas do mundo inteiro, inclusive do Palmeiras (que na época montava um grande time com o dinheiro da multinacional Parmalat), mas acabou acertado com o Sevilha. Retornou para a Espanha mas ficou pouco tempo no país e acertou seu retorno para a Argentina, onde atuou no Newell's Old Boys.

Foi demitido do clube em abril de 94 devido a uma série de lesões musculares que desagradaram a diretoria do time. Passou a se envolver em mais escândalos como disparar uma espingarda de ar comprido contra jornalistas e ser acusado de envolvimento com a Camorra, a máfia napolitana. Os problemas culminariam na Copa do Mundo de 1994, quando foi pego no doping na partida contra a Nigéria, sendo suspenso por 14 meses pela Associação de Futebol Argentino, a AFA.

Mesmo com tantos problemas e uma suspensão longa não faltaram propostas para o craque voltar ao futebol. O Santos chegou a fazer uma proposta que Maradona quase aceitou. Acabou acertando com o Boca Juniors. Foi acusado novamente de doping em 97 após um jogo contra o Argentino Juniors e decidiu se aposentar.

Chegou a entrar em coma por overdose de cocaína em 2004. Aparentemente livre das drogas, apresentou um talk show na televisão argentina. Dirigiu também diversos clubes menores, tendo como grande momento de sua carreira como treinador o comando da seleção argentina na Copa do Mundo de 2010, sendo eliminado pela Alemanha nas quartas de final.

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