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Maria Bethânia

Maria Bethânia Viana Teles Veloso
18/6/1946 , Santo Amaro da Purificação (BA)

Irmã do cantor e compositor Caetano Veloso e da poetisa Mabel Veloso, sonhava desde cedo em ser atriz. Em 1960, mudou-se para Salvador, onde passou a frequentar as aulas da Escola de Teatro. Em 1962, foi convidada para gravar a trilha sonora de um curta-metragem. Estreou nos palcos em 1963, em Salvador, em uma peça do dramaturgo Nelson Rodrigues, “Boca de Ouro”. Nessa época, conhece Gilberto Gil e Gal Costa e, ao lado desses artistas, estrearia o espetáculo “Nós, por exemplo” em agosto de 1964. No mesmo ano, Bethânia participou dos shows “Nova bossa velha, velha bossa nova” e “Mora na filosofia”.

No dia 13 de fevereiro de 1965, Bethânia substituiu Nara Leão no espetáculo “Opinião”, no teatro de Arena, tendo interpretado com sucesso o baião "Carcará". Esse episódio marcaria o início de sua carreira profissional. O show, que foi um enorme sucesso, passou por Porto Alegre, São Paulo e Salvador. A cantora baiana se tornou rapidamente uma memorável figura da canção de protesto. No mesmo ano, gravou seu primeiro disco pela RCA Records. Em 1966, Bethânia estrelava um show de Guilherme Araujo, no qual passou a interpretar sambas e outros estilos musicais. Ainda em 1966, a artista juntou-se a Gilberto Gil e Vinícius de Morais para participar do show “Pois é”.

Mais tarde, Bethânia deu vida às composições de Antônio Maria e Dolores Duran no espetáculo “Brasileiro, profissão esperança” e encenou uma peça de Fauzi Arap, “Rosa dos ventos”. Apresentou-se em muitas outras peças dirigidas por Arap, como “A cena muda”, “Pássaro proibido”, “Pássaro da manhã” e “Estranha forma de vida”. A artista também fez apresentações nacionais e internacionais de sucesso em aparições no Mercado Internacional do Disco, no Teatro Sistina e em Cannes.

No começo da década de 70, Bethânia escreveu a letra da canção “Trampolim”, com composição de Caetano.Ao lado de  Nara Leão, Chico Buarque e Cacá Diegues  participou, ao lado de Nara Leão da realização do filme “Quando o carnaval chegar”. Em 1975, fez uma apresentação memorável ao lado de Chico Buarque para comemorar seus 10 anos de carreira. Um ano depois, um incidente: o show "Doce Bárbaros", que havia idealizado, é brevemente interrompido pela prisão de Gil e outros artistas por posse de maconha. O público, enfurecido, gritava em protesto e Maria Bethânia “não dançou, não sorriu mas olhou sempre os espectadores com expressão de fúria, quase desafio”, como relatou o jornalista do Estado. Em 1978, um de seus discos, "Álibi", alcançaria um total de um milhão de cópias vendidas, colocando a artista no hall das mais populares cantoras brasileiras da época. No mesmo ano, a cantora e seu irmão apresentaram-se sozinhos em Salvador pela primeira vez desde o início de suas carreiras. Os irmãos se tornaram, em 1979, integrantes do Conselho de Cultura do Estado da Bahia.

Em 1984, a cantora se apresentou no espetáculo “A Hora da Estrela”, baseado na obra de Clarice Lispector. Seis anos depois comemorou seus 25 anos de carreira com o lançamento de um disco. Foi homenageada, quatro anos depois, pela Escola de Samba de Mangueira, ao lado de outros artistas renomados, como Gal Costa, Gilberto Gil e Caetano Veloso. Gravou, pouco depois, o disco “Canções que você fez para mim”, contendo músicas de Erasmo Carlos e Roberto Carlos. O disco foi um sucesso estrondoso, tendo chegado à marca das 1,5 milhões de cópias vendidas. Participou, também, de montagens como “Memória da pele” (1989) e “Nossos momentos” (1982), de Bibi Ferreira, e “Maria Bethânia” (1994), de Gabriel Villela.

Em 1996, a cantora comemorou seus 50 anos de idade apresentando-se no show “Âmbar”. Lançou novos álbuns, como “Dentro do mar tem rio” (2007), “Omara Portuondo e Maria Bethânia ao vivo” (2008) e “Maria Bethânia Naturalmente” (2009). Em 2008, a cantora recebeu o prêmio Shell de Música. Em março de 2011 envolveu-se em uma polêmica ao receber, por meio da Lei Rouanet, uma autorização do Ministério da Cultura para captar recursos para um blog.

As roupas simples, o estilo despojado e a voz grave se tornaram distintivos essenciais da cantora. É considerada pelos críticos como uma das figuras mais importantes da história da música popular brasileira.

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