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Marie Curie

Marie Sklodowska-Curie
7/11/1867, Varsóvia (Polônia) – 4/7/1934, Passy (França)

Filha dos professores Bronislawa e Wladyslaw Sklodowski, perdeu a irmã Sofia com 10 anos e a mãe com 12 anos. Estudou  em um ginásio para garotas onde se formou no dia 12 de junho de 1883. Passou os anos seguintes no interior, na propriedade de parentes paternos, tendo mais tarde retornado para Varsóvia, onde trabalhou como tutora. A família empobreceu gradualmente ao gastar recursos volumosos nas campanhas pela independência da Polônia, o que deixou Curie e as irmãs em situação de dificuldade financeira.

Atuou como governanta, primeiro na Cracóvia e depois Chiechanów. Em 1890, retornou para a casa do pai em Varsóvia, onde permaneceu até o ano seguinte. Nessa época, ingressou em uma universidade polonesa e iniciou seus estudos práticos em ciências em um laboratório do Museu da Indústria e da Agricultura. O diretor do laboratório era seu primo, Josef Boguski.

Em outubro de 1891, decidiu partir para a França, onde sua irmã vivia com o marido Kazimierz Dluski. Após fixar-se em Paris, começou a estudar física, química e matemática na Universidade de Paris, a Sorbonne. Em 1893, formou-se em física e passou a trabalhar em um laboratório de indústria. Em 1894, formou-se em matemática. No mesmo ano, conheceu Pierre Curie, um instrutor da Escola Superior de Física e Química Industriais da Cidade de Paris, com quem se casou em julho de 1895. Ambos tinham interesse pelas propriedades magnéticas do aço e passavam horas estudando nos laboratórios.

Em 1896, foi estimulada por Henri Becquerel a estudar as radiações emitidas por sais de urânio. Usando uma sala da Escola de Física e Química Industrial de Paris, mediu a radiação dos compostos do urânio e aprofundou suas pesquisas ao lado do marido. Em 1898, isolou dois novos elementos radioativos: o Polônio, cujo nome foi dado em homagem a sua terra natal, e o Rádio. Em 1900, foi nomeada conferencista da Escola Normal Superior de Sèvres. Em 1903, com apenas 35 anos, recebeu a medalha Davy da Real Sociedade Inglesa e foi homenageada com o Prêmio Nobel de Física por suas descobertas no ramo da radioatividade, tendo se tornado a primeira mulher a receber um Prêmio Nobel. Também foram premiados o marido e Henri Becquerel.

Em 1904, tornou-se assistente chefe do laboratório do marido na Universidade de Paris. No dia 19 de abril de 1906, seu marido morreu após ser atropelado por uma carruagem em Paris. Curie assumiu o cargo do marido e se tornou a primeira mulher a ensinar na Sorbonne. Em 1910, após realizar novas pesquisas, a cientista polonesa publicou seus estudos sobre radioatividade. No ano seguinte, recebeu o Prêmio Nobel de Química, tornando-se a única mulher a receber o prêmio em duas áreas.

Em 1914, estudou as propriedades do raio-X. Nessa época, foi fundado o Instituto do Radio, no qual seriam realizadas pesquisas sobre química, física e medicina. Durante a Primiera Guerra Mundial, foi membro do Comitê pela Polônia Livre. Em 1921, viajou para os Estados Unidos e para a América do Sul, onde realizou conferências sobre radioatividade. Em 1925, foi fundado o Instituto do Rádio de Varsóvia, dirigido pela irmã de Curie, Bronislawa. Nos últimos anos de sua vida, Marie comandou o Pavilhão Curie, um dos maiores laboratórios de estudos em radioatividade da época. Visitou a Polônia pela última vez em 1934.

Curie morreu de anemia aplástica devido à sua exposição prolongada à radiação. Teve duas filhas, Irène, nascida em 1897, e Eve, nascida em 1904. Sua primeira filha foi vencedora do Prêmio Nobel de Física de 1935 devido a suas descobertas sobre a radioatividade artificial.

Foi condecorada com a Legião Francesa da Honra, recebeu doutorados honorários da Politécnica Lwów (1912), da Universidade de Poznan (1922), da Universidade Jaguelônica da Cracóvia (1924), e da Politécnica de Varsóvia (1926). Recebeu a Medalha Franklin da Sociedade Filosófica Americana (1921), a Medalha Matteucci (1904) e a Medalha Elliott Cresson (1909).

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