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Marighella

Carlos Marighella
5/12/1911, Salvador (Bahia) - 4/11/1969, São Paulo (SP)

Carlos Marighella, um dos sete filhos do operário Italiano Augusto Marighella, e da Baiana  Maria Rita do Nascimento, nasceu em Salvador, no dia 05 de dezembro de 1911. Sua trajetória guerrilheira, antes de se tornar um dos mais importantes nomes da luta armada no país, praticamente teve início em 1932, quando foi preso pela primeira vez após escrever um poema contendo críticas ao interventor Juracy Magalhães.

Em 1934. Nesta época abandonou o curso de Engenharia Civil da Escola Politécnica da Bahia para ingressar no Partido Comunista do Brasil (PCB). No dia 1º de maio de 1936, durante a ditadura Vargas, foi novamente detido, permanecendo encarcerado por um ano. Ao sair da prisão entra para a clandestinidade mas não permanece livre por muito tempo. É novamente capturado em 1939 e permanece preso até 1945, quando foi beneficiado com a anistia pelo processo de redemocratização do país.

Elege-se deputado federal constituinte pelo PCB baiano em 1946, mas perde o mandato em 1948, em virtude da nova proscrição do partido. Convidado pelo Comitê Central passou os anos de 1953 e 1954 na China, a fim de conhecer de perto a recente revolução chinesa.

Em 1965 após um breve período na prisão opta pela luta armada contra a ditadura. É expulso do PCB  em 1967, e em fevereiro de 1968 funda o grupo armado Ação Libertadora Nacional. Em setembro de 1969, a ALN participa do sequestro do embaixador norte-americano Charles Elbrick, em uma ação conjunta com o Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8). A frente da ALN, organizou e coordenou diversos crimes, sendo responsabilizado por assassinatos tanto de militares quanto de civis. Foi também autor do "Minimanual da Guerrilha Urbana”, onde defende suas táticas como fundamentais para o sucesso da "revolução".

Na noite de 4 de novembro de 1969 Marighella foi surpreendido por uma emboscada na alameda Casa Branca, na capital paulista. Ele foi morto a tiros por agentes do DOPS, em uma ação coordenada pelo delegado Sérgio Paranhos Fleury. A ALN continuou em atividade até o ano de 1974. O sucessor de Marighella no comando da ALN foi Joaquim Câmara Ferreira, que também foi morto no ano seguinte.

Os militantes mais atuantes em São Paulo eram Yuri Xavier Ferreira e Ana Maria Nacinovic, que continuaram fazendo panfletagem contra a ditadura até meados de 1972, quando também foram mortos numa emboscada no bairro da Mooca, ao saírem do restaurante Varela. O último líder da ALN foi Carlos Eugênio Sarmento da Paz, que sobreviveu após ter se exilado na França, e voltando para o Brasil após a anistia. Em 1996, o Ministério da Justiça reconheceu a responsabilidade do Estado pela morte de Marighella.

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